Derrotado, Doria revoga decreto que daria a ele segurança da prefeitura

Pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, o prefeito João Doria viveu sua segunda "farinata"; nesta sexta-feira 9, ele se viu forçado a revogar o decreto que lhe daria segurança paga pela prefeitura – o que custaria quase R$ 800 mil num ano; episódio lembra o caso da farinata, a ração que Doria pretendia dar aos pobres, mas não foi para a frente, depois da repercussão negativa: "O prefeito João Doria faz uma grande confusão entre público e privado", afirma Paulo Fiorilo, presidente do diretório municipal do PT

São Paulo - O prefeito eleito João Dória fala sobre a Operação Chuvas de Verão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - O prefeito eleito João Dória fala sobre a Operação Chuvas de Verão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), região central (Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)
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247 - Pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, o prefeito João Doria revogou o decreto que lhe daria direito a segurança particular da Prefeitura e do Estado. Trata-se de um novo recuo do tucano, uma vez que ele já havia alterado o decreto, para que o texto não lhe beneficiasse, mas sim os próximos prefeitos. O texto garantia segurança particular a todos ex-prefeitos da capital pelo período de uma no após o político deixar o cargo, com agentes que atuam para o Estado.

O gesto pode ser uma segunda "farinata", ração que Doria pretendia dar aos pobres, mas não foi para a frente, depois da repercussão negativa. De acordo com cálculos feitos pela equipe do vereador Paulo Fiorilo, presidente do diretório municipal do PT, o gasto anual da segurança particular do prefeito com recursos do Estado seriam de cerca de R$ 800 mil.

"Mesmo que ele devolvesse o dinheiro, como prometeu, não é correto contratar serviços que são do Estado. O prefeito João Doria faz uma grande confusão entre público e privado", criticou Fiorilo ao 247.

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