Desculpas aceitas, agora é seguir com a Copa

Aps crtica pelos atrasos na preparao brasileira para a Copa de 2014, governo brasileiro aceita pedido de desculpas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do secretrio-geral Jrme Valcke; mas que no se repita, escreveu Aldo Rebelo; agora, que tal acelerar a preparao, ministro?

Desculpas aceitas, agora é seguir com a Copa
Desculpas aceitas, agora é seguir com a Copa (Foto: Divulgação)

247 – Passou. Após o secretário-geral da Fifa, Jérôme “chute no traseiro” Valcke, elevar o tom na cobrança pelos atrasos da preparação da Copa de 2014, e as autoridades brasileiras exibirem valentia nos pedidos de respeito, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enfim aceitou o pedido de desculpas de Valcke e do presidente da Fifa, josehp Blatter. Em carta enviada a Blatter, Aldo diz que que aceita os desculpas, mas ressava que “episódios como este não podem se repetir, em prol da boa preparação da Copa”.

O ministro ainda assegurou uma reunião entre Blatter e a presidente Dilma Rousseff, ainda sem data confirmada. Amainados os ânimos, é hora de os organizadores da Copa no Brasil fazerem a auto-crítica. Por trás da grosseria de Valcke, ficou escondida a evidência de que a preparação para o evento está bem aquém do ideal. “O Brasil se comprometeu a entregar essa Lei Geral da Copa há muito tempo, há atrasos em obras de infraestrutura. Ainda tem muita coisa atrasada”, destacou, nesta quarta-feira, Ronaldo Fenômeno, que compõe o conselho de administração do Comitê Organizador Local (COL).

A Lei Geral da Copa tinha como prazo inicial para aprovação o ano de 2009, e nem o fato de que já se passaram três anos motivou os deputados a apreciá-la em plenário nesta semana, empurrando a decisão, mais uma vez, para a semana seguinte. Nesta quarta-feira, pelo menos, os deputados aprovaram um pedido de urgência para o Projeto de Lei 2330/11, que trata da lei em questão, e, espera-se, a questão terá avanço até a próxima quarta-feira.

Há problemas, contudo, na preparação de estádios (como o do Beira Rio, em Porto Alegre), e é melhor nem falar nos projetos de mobilidade adotados pelas cidades-sede, que, definidos em cima da hora, provavelmente não terão tempo hábil para a implantação até 2014. Desculpas aceitas, é hora de prestar atenção à cobrança que foi feita. E ela é legítima.

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