Detidos 25 por ligação com crimes encomendados

Oito presos em flagrante e 17 por mandado de prisão preventiva e apreensão de cerca de R$ 50 mil em dinheiro, 19 kg de drogas (maconha, crack e cocaína) e cinco armas; este é o saldo da Operação Praefectus (prefeito em latim), desencadeada pela Promotoria Especializada Criminal da Capital; dos 25 presos, nove já estavam recolhidos no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas

Oito presos em flagrante e 17 por mandado de prisão preventiva e apreensão de cerca de R$ 50 mil em dinheiro, 19 kg de drogas (maconha, crack e cocaína) e cinco armas; este é o saldo da Operação Praefectus (prefeito em latim), desencadeada pela Promotoria Especializada Criminal da Capital; dos 25 presos, nove já estavam recolhidos no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas
Oito presos em flagrante e 17 por mandado de prisão preventiva e apreensão de cerca de R$ 50 mil em dinheiro, 19 kg de drogas (maconha, crack e cocaína) e cinco armas; este é o saldo da Operação Praefectus (prefeito em latim), desencadeada pela Promotoria Especializada Criminal da Capital; dos 25 presos, nove já estavam recolhidos no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Foto: Leonardo Lucena)

Ministério Público do Rio Grande do Sul - Oito presos em flagrante e 17 por mandado de prisão preventiva e apreensão de cerca de R$ 50 mil em dinheiro, 19 kg de drogas (maconha, crack e cocaína) e cinco armas. Este é o saldo da Operação Praefectus (prefeito em latim), desencadeada na manhã desta segunda-feira, 22, pela Promotoria Especializada Criminal da Capital com apoio da Brigada Militar. Dos 25 presos, nove já estavam recolhidos no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Também foram presas cinco mulheres, sendo que quatro delas são companheiras de 'prefeitos' ou seus auxiliares da 2ª e 3ª galerias do Pavilhão B do Presídio Central, dominada pela quadrilha dos 'Manos'.

Os dados foram detalhados em entrevista coletiva à Imprensa concedida pelo Promotor de Justiça Ricardo Herbstrith, coordenador da Operação. Entre os crimes investigados, estão extorsão, tráfico, roubo de veículos e lavagem de dinheiro. "É uma quadrilha bastante sofisticada, que trabalha de forma harmônica para dominar o tráfico nos Vales do Sinos e Paranhana", analisou. "Para que haja qualquer alteração dessa situação, temos que mudar a forma com que o Estado lida com seus presos; se não houver uma mudança na relação com os presos, os crimes continuarão sendo comandado de dentro dos presídios", disse.

Os mandados, 24 no total, foram cumpridos nas cidades de Porto Alegre, Alvorada, Canoas, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, Capela de Santana, Campo Bom, Imbé, São Leopoldo e Esteio. Mais de 150 pessoas, entre agentes do MP e Policiais Militares participaram dos trabalhos. Foram apreendidas, ainda, cadernetas com a contabilidade do tráfico, balanças de precisão, computadores, um automóvel, documentos de veículos, pen drives, chips e mais de 40 celulares (31 deles em apenas um local).

HOMICÍDIOS

Dois homicídios, ocorridos em São Francisco de Paula e Sapucaia do Sul, foram esclarecidos a partir das investigações. Os dados serão repassados para a Polícia Civil. Além disso, escutas telefônicas revelaram que outras duas tentativas de homicídio ocorreram a partir de ordens dadas por um dos presos investigados.

ESPOSAS DO TRÁFICO

Quatro companheiras de 'plantões' ou auxiliares de plantão de galerias foram presas. Na casa de uma delas, foram apreendidos R$ 22 mil. Outras duas foram presas durante visita no Presídio Central. As 'esposas do tráfico' tinham, inclusive, acesso prioritário na casa prisional, sem necessidade de ingressar na fila. Em suas fichas no 'Consultas Integradas', continha a informação de que suas bolsas não seriam revistadas quando ingressassem no Presídio por serem companheiras dos 'prefeitos'.

BANCOS DO TRÁFICO

A Operação também cumpriu mandados de busca nos bares em frente ao Presídio Central, que funcionam como 'bancos do tráfico'. Nos dias de visitas, pessoas próximas aos apenados realizam o pagamento de valores já especificados para cada preso nos estabelecimentos comerciais pré-determinados pela quadrilha. A contribuição dos integrantes da facção ocorre por meio de depósitos bancários, aquisição de cartões telefônicos, utilização da cantina das galerias e exploração do tráfico de drogas no interior do Presídio e nas regiões dominadas por integrantes da organização criminosa.

No decorrer das buscas, foi identificada a falta de alvará de localização nos oito bares investigados. Foram apreendidos documentos, cadernos de anotações e pertences de visitas (que utilizam os locais como uma espécie de 'chapelaria'). A forma de lucratividade dos proprietários dos estabelecimentos será ainda investigada.

INVESTIGAÇÕES

Antes da Operação, já haviam sido presos em flagrante oito pessoas por tráfico de drogas e apreendida uma jovem de 13 anos, com apreensão de 40kg de maconha e 11kg de cocaína. Foi também preso em flagrante um indivíduo com um fuzil AR-15 comercializado por um apenado.

Uma das formas de lavagem de dinheiro constatada foi a aquisição de veículos pelos apenados. Segundo as apurações, os presos adquiriam veículos sinistrados e, após, encomendavam o roubo de automóveis de idêntico modelo para a retirada de peças. Com a investigação, foi possível recuperar três carros de luxo que haviam sido roubados com essa finalidade.

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