Dilma a Marina: é política da verdade, não do medo

Em resposta ao ataque da candidata do PSB, nesta manhã, que disse que a presidente Dilma Rousseff pretende voltar com a política do medo ao compará-la com os ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, candidata à reeleição afirmou em Belo Horizonte: "Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto"; pela primeira vez, Dilma falou em fazer mudanças "políticas" e nas "equipes" caso seja reeleita; e disse que se não fossem as medidas anunciadas pelo governo, a situação da indústria, que hoje é "bastante complexa", estaria pior

Em resposta ao ataque da candidata do PSB, nesta manhã, que disse que a presidente Dilma Rousseff pretende voltar com a política do medo ao compará-la com os ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, candidata à reeleição afirmou em Belo Horizonte: "Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto"; pela primeira vez, Dilma falou em fazer mudanças "políticas" e nas "equipes" caso seja reeleita; e disse que se não fossem as medidas anunciadas pelo governo, a situação da indústria, que hoje é "bastante complexa", estaria pior
Em resposta ao ataque da candidata do PSB, nesta manhã, que disse que a presidente Dilma Rousseff pretende voltar com a política do medo ao compará-la com os ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros, candidata à reeleição afirmou em Belo Horizonte: "Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto"; pela primeira vez, Dilma falou em fazer mudanças "políticas" e nas "equipes" caso seja reeleita; e disse que se não fossem as medidas anunciadas pelo governo, a situação da indústria, que hoje é "bastante complexa", estaria pior (Foto: Gisele Federicce)

BELO HORIZONTE (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT), em evento de campanha à reeleição nesta quarta-feira, afirmou que a comparação da adversária Marina Silva (PSB) com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, feita na propaganda de TV da petista, não representa a política do "medo", mas a da "verdade".

"Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto", disse ao ser questionada se a comparação de Marina com Collor, hoje aliado de seu governo, seria uma reedição da política do medo que o PT foi alvo em eleições anteriores.

"Acho que na democracia a gente perde e a gente ganha. Inclusive, eu quero dizer que perdi algumas vezes, mas ganhei outras tantas no Congresso Nacional", disse Dilma a jornalistas em Belo Horizonte.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando os ex-presidentes Collor e Jânio Quadros, que não concluíram os mandatos, como momentos em que o país escolheu "salvadores da pátria" e "chefes do partido do eu sozinho". Jânio renunciou, e Collor sofreu impeachment.

"A necessidade de negociar é inexorável. É importante saber, ao negociar não ceder diante dos interesses do Brasil", afirmou.

(Reportagem de Ezequiel Fagundes)

A presidente também disse que, não fossem as medidas anunciadas pelo governo, a indústria estaria hoje em uma situação pior. Leia abaixo na reportagem da Agência Brasil:

Mariana Tokarnia* - Repórter da Agência Brasil

Diante de 120 empresários ligados à indústria, a presidenta Dilma Rousseff defendeu as políticas de incentivo para o setor desenvolvidas pelo governo. Disse, no entanto, que queria que os resultados de crescimento fossem diferentes. "Eu gostaria que o Brasil estivesse crescendo em um ritmo mais acelerado. Mas imagina o que teria acontecido se não tivéssemos tomado essas medidas. Eu acho que protegemos as condições de ter um futuro na nossa indústria", disse ao se referir a ações como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e incentivos tributários para compra de veículos.

O encontro ocorreu na Olimpíada do Conhecimento, que está na oitava edição e reúne estudantes de cursos técnicos para realizar tarefas semelhantes às que enfrentariam em situações cotidianas no trabalho. Hoje (3), começam as competições entre os 726 participantes.

Dilma reuniu-se com empresários, presidentes de federações e diretores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e, após apontar a educação e a inovação como caminhos para o desenvolvimento, reconheceu: "vivemos em uma situação bastante complexa na indústria, mas só me pergunto o que seria se não tivéssemos tomado as medidas que tomamos na área industrial e no reconhecimento de que a indústria é estratégica para o país e que uma política industrial é necessária".

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, fez elogios às políticas de incentivo ao ensino técnico. "[A olimpíada] mostra como os jovens estão se preparando para participar do desenvolvimento do país, não só na indústria, mas jardinagem, cuidadores de idosos. Em diversas atividades temos jovens participando, estudando e se interessando pelo ensino técnico e tecnológico", disse Andrade, destacando que 82% dos jovens são beneficiados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico em Emprego (Pronatec).

Os competidores mais bem colocados nessa etapa nacional concorrem a vagas na competição internacional, World Skills, que ocorrerá em São Paulo no ano que vem. Andrade convidou a presidenta Dilma Rousseff, diante dos empresários, independente de reeleita, para fazer a abertura da competição internacional World Skills. Dilma apresentou balanços e fez promessas aos presentes, mas não respondeu, no discurso, o convite de Andrade.

As competições da Olimpíada do Conhecimento vão até sábado. Neste ano, simultaneamente, ocorre o primeiro Festival Internacional de Robótica. Mais de 800 competidores participam dos dois eventos.

Dilma visitou o Festival de Robótica, onde assistiu a duas simulações de competição. "Interessantíssimo", comentou, após fazer perguntas aos estudantes. Com a mão apoiada no canto de uma das arenas, quase ficou no caminho de um dos robôs, mas se moveu rapidamente. Sorrindo, acenou para arquibancada onde estavam as torcidas dos competidores e para o local onde estava a imprensa.

A presidenta estava acompanhada do ministro da Educação, Henrique Paim, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann. O candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, também estava presente. Dilma segue na capital mineira em agenda de campanha.

*A repórter viajou a convite do Senai

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