"Dilma confunde obrigação com agenda de candidata"

Para justificar a proposta do senador presidenciável Aécio Neves de acabar a reeleição para o Executivo, o líder da minoria no Congresso, deputado Antônio Imbassahy (PSDB), cita como "mau exemplo" a presidente Dilma Rousseff, que, segundo ele, já está em campanha; "Ela deixa de tomar decisões a favor do povo para fazer política pensando na próxima eleição"; tucano se diz a favor de investigação na Petrobras na era FHC e afirma que o Planalto está "jogando pesado" para impedir a instalação da CPI para apurar denúncias de irregularidade na estatal sob gestão de José Sérgio Gabrielli, no governo Lula; "A gestão de Gabrielli foi temerária"

"Dilma confunde obrigação com agenda de candidata"
"Dilma confunde obrigação com agenda de candidata"

Romulo Faro - Bahia 247

Um dos tucanos mais entusiastas da candidatura do senador mineiro Aécio Neves à presidência da República, o líder da minoria no Congresso, deputado Antônio Imbassahy, concorda plenamente com a proposta do correligionário de findar a reeleição para o Poder Executivo.

Em entrevista exclusiva ao Bahia 247, Imbassahy cita como "mau" exemplo para justificar a proposta de Aécio a conduta da presidente Dilma Rousseff, que, segundo ele, já está em campanha.

"É uma proposta muito boa. No Brasil os governantes se elegem para o primeiro mandato já pensando na reeleição dali a quatro anos. Veja Dilma, por exemplo. Ela confunde as obrigações de presidente da República com sua agenda de candidata. E quem paga essa conta é a população. Ela deixa de tomar decisões a favor do povo para fazer política".

O líder oposicionista se disse também a favor de investigação na Petrobras na era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Concordo com qualquer apuração de possíveis problemas na máquina pública. Tudo o que é público deve ser transparente ao povo. Se existe indício para as suspeitas, deve haver apuração rigorosa por parte dos órgãos competentes".

Sobre a instalação da CPI da Petrobras para apurar possíveis irregularidades na gestão do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, Imbassahy afirma que o Planalto tenta impedir a coleta de assinaturas, mas revela ao 247 que o procedimento está avançando.

"O governo, claro, não admite, mas está jogando pesado para impedir a instalação da CPI. Mas a comissão tem que ser instalada. A gestão de Sérgio Gabrielli foi muito temerária, com diversos indícios de malversação do dinheiro público".

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