Dilma: Vale e BHP devem pagar por tragédia em MG

Presidente pediu que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, delegue à mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, todos os custos da tragédia causada pelo rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, na região de Mariana, em Minas Gerais; a aliados, Dilma Rousseff tem dito que não é papel do governo assumir despesas de um acidente causado por empresas privadas; prefeitura de Mariana estima prejuízo de R$ 100 milhões com ruptura; presidida por Murilo Ferreira, a Vale disse ser "mera acionista" da Samarco e não ter nenhuma responsabilidade sobre o desastre ambiental e humano; no entanto, a Vale, com 50% das ações, controla a Samarco, ao lado da BHP

Presidente pediu que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, delegue à mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, todos os custos da tragédia causada pelo rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, na região de Mariana, em Minas Gerais; a aliados, Dilma Rousseff tem dito que não é papel do governo assumir despesas de um acidente causado por empresas privadas; prefeitura de Mariana estima prejuízo de R$ 100 milhões com ruptura; presidida por Murilo Ferreira, a Vale disse ser "mera acionista" da Samarco e não ter nenhuma responsabilidade sobre o desastre ambiental e humano; no entanto, a Vale, com 50% das ações, controla a Samarco, ao lado da BHP
Presidente pediu que o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, delegue à mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, todos os custos da tragédia causada pelo rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, na região de Mariana, em Minas Gerais; a aliados, Dilma Rousseff tem dito que não é papel do governo assumir despesas de um acidente causado por empresas privadas; prefeitura de Mariana estima prejuízo de R$ 100 milhões com ruptura; presidida por Murilo Ferreira, a Vale disse ser "mera acionista" da Samarco e não ter nenhuma responsabilidade sobre o desastre ambiental e humano; no entanto, a Vale, com 50% das ações, controla a Samarco, ao lado da BHP (Foto: Gisele Federicce)
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247 – A presidente Dilma Rousseff pediu ao ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que delegue à mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, todos os custos para a recuperação das áreas atingidas pela tragédia causada em decorrência do rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, na região de Mariana, em Minas Gerais.

A aliados, Dilma tem dito que não é papel do governo federal assumir despesas de um acidente causado por empresas privadas, segundo reportagem dos jornalistas Marina Dias e Gustavo Uribe, da Folha de S. Paulo. A prefeitura de Mariana divulgou nesta quarta-feira que o prejuízo com a ruptura das duas barragens deverá ser R$ 100 milhões. 

Ao The Wall Street Journal, a Vale, presidida por Murilo Ferreira, disse ser "mera acionista" da Samarco e ressaltou não ter nenhuma responsabilidade sobre o desastre ambiental e humano. "A Vale é apenas mera acionista da Samarco, sem qualquer interferência operacional na gestão da empresa, direta ou indiretamente, de perto ou à distância", declarou a empresa.

No entanto, a Vale, com 50% das ações, controla a Samarco, ao lado da BHP. Logo após o acidente, a companhia havia lamentado a tragédia e se colocado à disposição para prestar socorro às autoridades locais no resgate de vítimas e às famílias da região e funcionários da Samarco.

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Wagner deverá organizar uma reunião, ainda nesta semana, entre representantes da mineradora e da Defesa Civil, além do Ministério da Integração Nacional, a fim de discutir os gastos com abastecimento de água nas cidades atingidas pela lama, entre outros assuntos. Os municípios devem apresentar os gastos para que a Samarco arque com todas as despesas.

Mais informações na reportagem da Agência Brasil:

Governo federal reconhece situação de emergência em Mariana

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A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, reconheceu situação de emergência, por procedimento sumário, no município de Mariana, Minas Gerais, em razão do rompimento das barragens no distrito de Bento Rodrigues. O procedimento sumário ocorre quando os eventos são de grande intensidade e impacto. A portaria foi publicada hoje (11) no Diário Oficial da União.

Após o reconhecimento da situação de emergência, o governo federal poderá ampliar as ações de assistência e reconstrução das áreas prejudicadas pelo desastre. Além disso, as pessoas atingidas poderão sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). "A partir do reconhecimento, poderemos fazer mais do que prestar assistência humanitária", disse, em nota, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

Segundo o ministério, o governo federal tem prestado apoio às autoridades locais e à população desde os primeiros momentos após a tragédia. Na sexta-feira (6), dia seguinte ao incidente, Occhi, e o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, sobrevoaram a área atingida e reuniram-se com representantes da mineradora Samarco e da prefeitura de Mariana. A secretaria articula as ações dos órgãos do governo federal para auxiliar os trabalhos na região.

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Subiu para seis o número de mortes após o rompimento das duas barragens de rejeitos, na última quinta-feira, de acordo com boletim divulgado no início da noite de ontem (10) pelo Corpo de Bombeiros. Quatro corpos foram reconhecidos e dois aguardam confirmação.

Samarco

A mineradora Samarco informou em nota que não há indício de rompimento da terceira barragem que fica em Mariana. "Estão circulando alguns boatos, especialmente nas redes sociais, a respeito da instabilidade da Barragem de Germano, em Mariana (MG). A Samarco reitera que todos os seus mecanismos de controle não apontam qualquer indício de abalo na estrutura", diz comunicado.

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