Diretor de ONG de Angélica diz que recebia da Assembleia sem trabalhar

Em mais uma rodada de depoimentos das testemunhas da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) sobre as irregularidades no uso das verbas de subvenção, o servidor estadual Luiz Evilásio da Silva confessou ontem que foi requisitado para trabalhar na Assembleia Legislativa, que era presidida pela ex-deputada estadual Angélica Guimarães (atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado), mas nunca compareceu ao órgão por orientação da própria ex-parlamentar; ele é o responsável pela Unidade de Saúde Mista Doutora Angélica Guimarães, em Japoatã, que recebeu R$ 580 mil em subvenção no ano passado

Em mais uma rodada de depoimentos das testemunhas da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) sobre as irregularidades no uso das verbas de subvenção, o servidor estadual Luiz Evilásio da Silva confessou ontem que foi requisitado para trabalhar na Assembleia Legislativa, que era presidida pela ex-deputada estadual Angélica Guimarães (atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado), mas nunca compareceu ao órgão por orientação da própria ex-parlamentar; ele é o responsável pela Unidade de Saúde Mista Doutora Angélica Guimarães, em Japoatã, que recebeu R$ 580 mil em subvenção no ano passado
Em mais uma rodada de depoimentos das testemunhas da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) sobre as irregularidades no uso das verbas de subvenção, o servidor estadual Luiz Evilásio da Silva confessou ontem que foi requisitado para trabalhar na Assembleia Legislativa, que era presidida pela ex-deputada estadual Angélica Guimarães (atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado), mas nunca compareceu ao órgão por orientação da própria ex-parlamentar; ele é o responsável pela Unidade de Saúde Mista Doutora Angélica Guimarães, em Japoatã, que recebeu R$ 580 mil em subvenção no ano passado (Foto: Valter Lima)
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Sergipe 247 - Em mais uma rodada de depoimentos das testemunhas da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) sobre as irregularidades no uso das verbas de subvenção, o servidor estadual Luiz Evilásio da Silva confessou ontem que foi requisitado para trabalhar na Assembleia Legislativa, que era presidida pela ex-deputada estadual Angélica Guimarães (atual conselheira do Tribunal de Contas do Estado), mas nunca compareceu ao órgão por orientação da própria ex-parlamentar. Ele é o responsável pela Unidade de Saúde Mista Doutora Angélica Guimarães, em Japoatã, que recebeu R$ 580 mil em subvenção no ano passado. “Eu não era vinculado diretamente à assembleia, mas recebia por lá. A deputada Angélica me mandou aguardar em casa”, disse ele.

A procuradora Eunice Dantas alertou para a irregularidade considerada por ela como “gravíssima”. “Ele administra a Unidade de Saúde Mista Angélica Guimarães. Afirma que de 2012 a 2014, ele foi requisitado pela deputada Angélica Guimarães para trabalhar na Assembleia. E, por ordem dela nunca compareceu, ou seja, ele era um servidor do Estado que não prestou serviço durante esses dois anos e ficou sem fazer nada, e recebendo pela Alese. Isso já está bem claro, não no âmbito eleitoral, lógico. Mas, está clara a ligação dele com a deputada, além dessa irregularidade gravíssima de ela ter autorizado um servidor ficar recebendo verba pelo Estado, sem comparecer”, disse a procuradora.

De acordo com Evilásio, os recursos das subvenções geralmente eram utilizados na manutenção do hospital. Mas ele disse que foi convocado pela própria Assembleia a devolver o dinheiro após terem sido iniciadas as investigações por parte da Procuradoria Regional Eleitoral.

Previstos para serem concluídos ontem, os depoimentos ao Tribunal Regional Eleitoral terão prosseguimento na próxima semana em decorrência de testemunhas faltosas. Em dezembro de 2014, a PRE ajuizou 25 ações contra 23 deputados da legislatura vigente à época na Assembleia Legislativa por irregularidades no repasse e na aplicação de verbas de subvenção social. Além de os valores terem sido repassados ilegalmente, por conta de proibição na legislação eleitoral, o levantamento inicial identificou pelo menos R$ 12,4 milhões desviados de sua finalidade.

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