Dois meses após incêndio e desabamento, descaso da prefeitura continua

Dois meses após o incêndio seguido de desabamento de um prédio invadido por sem-teto no largo do Paissandu, as famílias seguem acampadas com barracas em frente à área e mantêm um impasse com a gestão Bruno Covas (PSDB) que impede as ações de limpeza na região da tragédia

Dois meses após incêndio e desabamento, descaso da prefeitura continua
Dois meses após incêndio e desabamento, descaso da prefeitura continua (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - Dois meses após o incêndio seguido de desabamento de um prédio invadido por sem-teto no largo do Paissandu, as famílias seguem acampadas com barracas em frente à área e mantêm um impasse com a gestão Bruno Covas (PSDB) que impede as ações de limpeza na região da tragédia.

“Com a intenção de pressionar a prefeitura para obterem moradia e com medo de serem expulsos, sem-teto instalados com crianças no local já impediram cinco tentativas de lavagem por equipes municipais, que dizem temer a proliferação de ratos e insetos. A tensão entre as famílias e a prefeitura também se agravou, com troca de acusações. A gestão Covas encerrou nesta terça (3) a lista de vítimas do incêndio aptas a receberem benefícios e afirma que os sem-teto que estão agora no Paissandu não eram moradores do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou e deixou ao menos sete mortos.

Já os acampados afirmam que foram abandonados pela prefeitura e que têm dificuldade de comprovar a moradia anterior inclusive devido à perda de documentos.Em meio ao embate, as imediações da igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no largo do Paissandu, estão fora da rotina de limpeza do município. "Os varredores têm dificuldade de trabalhar entre as barracas", afirma Eduardo Odloak, prefeito regional da Sé. Segundo ele, a entrada dos funcionários é permitida sob a condição de serem seguidos pela liderança do movimento, e eles são impedidos de se aproximarem de determinadas barracas. Tal comportamento, afirma Odloak, eleva a desconfiança de consumo de drogas —suspeita que é rechaçada pelos sem-teto."

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