Doria brincou de gari, mas sua gestão varre menos

Adepto do marketing como principal ferramenta de gestão, o prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB, varre menos ruas do que seu antecessor Fernando Haddad; Doria, no entanto, substitui a falta de ações pelo marketing agressivo, como nos dias em que se fantasiou de gari e decidiu empunhar uma vassoura para divulgar seu programa Cidade Linda; em janeiro, foram varridas das ruas e recolhidas das lixeiras 7.732 toneladas de lixo, queda de 3,4% (ou cerca de 270 toneladas) em relação ao mesmo período do ano passado; Doria alega que a população paulistana pode estar produzindo menos lixo

Joao Doria
Joao Doria (Foto: Leonardo Attuch)

SP 247 – O prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB, iniciou sua gestão vestindo-se de gari, repetiu a dose em algumas outras ocasiões e adotou o marketing exacerbado como sua principal ferramenta administrativa.

No entanto, a sua prefeitura varre manos do que a do antecessor Fernando Haddad, do PT. "Em janeiro, foram varridas das ruas e recolhidas das lixeiras 7.732 toneladas de lixo, queda de 3,4% (ou cerca de 270 toneladas) em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2016, foram 8.000 toneladas", segundo reportagem dos jornalistas Arthur Rodrigues e Leandro Machado.

Doria alega que a população paulistana pode estar produzindo menos lixo, mas a explicação é contestada por especialistas. 

Para o presidente do sindicato que representa os garis (Siemaco), José Moacyr Pereira, as ações de Doria têm pouco efeito prático. "A limpeza urbana vem sofrendo cortes no orçamento não é de hoje", afirma. Ele diz ainda que não adianta "fazer marketing" e condena o corte nos contratos de varrição, que diminuem o número de garis em atividade.

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