Doria diz que caixa dois é crime e defende doações de empresas

Com os principais líderes tucanos atingidos pela lama que voa das delações da Lava Jato, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem tentando ocupar todos os espaços para crescer e aparecer como alternativa contra o ex-presidente Lula, em 2018; contraditório, Doria condena o caixa dois, mas seu padrinho político, Geraldo Alckmin, é acusado de receber R$ 10 milhões da Odebrecht em caixa dois, nas campanhas de 2010 e 2014; sobre Alckmin, ele também diz que “continua tendo plena confiança no histórico como político homem público e que ele tenha toda a oportunidade de formular a sua defesa e provar a plena inocência”

O prefeito João Doria 
O prefeito João Doria  (Foto: Voney Malta)

SP 247 – Atingidos mortalmente pelas delações de recebimento de propinas no âmbito da Lava Jato, os senadores tucanos José Serra e Aécio Neves, além do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, viram os seus sonhos de disputar à Presidência da República, em 2018, sangrar.

Como alternativa neste momento em que o PSDB perde importância eleitoral no território brasileiro, o partido tenta viabilizar o nome do prefeito de São Paulo, João Doria. Atento a oportunidade, ele tenta se tornar conhecido atirando sempre contra o ex-presidente Lula, líder em todas as pesquisas e cenários revelados até o  momento.

Em entrevista a Denise Rothenburg, do Correio Brasiliense, João Doria diz que será sempre opositor a Lula: “O ex-presidente Lula quase destruiu o Brasil. Então, é inadmissível um homem que quase destruiu a nação, que impôs o maior assalto ao dinheiro público jamais visto na história da humanidade, que ofereceu três anos de recessão, 13 milhões de desempregados, queira agora voltar a ser candidato e disputar sob a alegação de que é o salvador do Brasil”.

Mas, contraditório como todo bom político que quer ocupar o espaço momentaneamente vazio dentro de sua sigla, defende o seu padrinho político, o governador Geral Alckmin, delatado na operação Lava Jato. Para Doria, “Citação não é condenação. Todos aqueles que citados foram devem ser investigados e ter direito à plena e ampla defesa. O Alckmin é um homem de bem. Eu o conheço há 37 anos. Continuo tendo plena confiança no seu histórico como político, como homem público”.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

 

 

 

 

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