Doria, o nada, segue em campanha para ser o anti-Lula

"Posso estar enganado, mas o próximo Datafolha está sendo preparado com carinho para botar Dória mais 'esticadinho', com aquela carinha que parece bundinha de bebê", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço

Prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB)
Prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB) (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

João Dória nega, mas segue em sua campanha para ser escolhido como a “grande esperança branca” para 2018.

Deu entrevista à Agência Reuters onde coloca em pauta seu único programa de governo: xingar Lula.

“O Lula agora se apresenta como salvador e quer disputar em 2018 como salvador. Salvador do quê?”, questionou. “Eu usarei todas as minhas forças como cidadão e como prefeito para falar a verdade e dizer que basta! Já chega do desastre que colocaram no Brasil.”

É só o que tem para falar, como se o Brasil, antes de Lula, fosse uma maravilha.

O resto da entrevista é um nada, com temas que não podem ser mencionados em praça pública: elogios a Temer, a Henrique Meirelles, apoio à degola dos direitos trabalhistas e previdenciários e aquela tese de que o Governo é para “os investidores”.

As negativas de que vá ser candidato ficaram mais brandas e “flexíveis”. Agora é “o futuro a Deus pertence”. Dias atrás, era “não sou candidato”.

Posso estar enganado, mas o próximo Datafolha está sendo preparado com carinho para botar Dória mais “esticadinho”, com aquela carinha que parece bundinha de bebê.

E com Sérgio Moro de cabo eleitoral.

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