Doria quer restringir acesso ao Parque Minhocão e moradores reagem

Os moradores das cercanias do Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, na região central de São Paulo, participaram de audiência pública para debater o futuro da via; atualmente, o local fica fechado para veículos e aberto para pedestres durante a semana a partir das 21h30, e também aos sábados e domingos; gestão de João Doria (PSDB), no entanto, quer impedir circulação de pessoas durante dias úteis e cogita abrir a via para pedestres somente das 15h30 às 19h aos sábados e das 10h às 16h aos domingos

Os moradores das cercanias do Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, na região central de São Paulo, participaram de audiência pública para debater o futuro da via; atualmente, o local fica fechado para veículos e aberto para pedestres durante a semana a partir das 21h30, e também aos sábados e domingos; gestão de João Doria (PSDB), no entanto, quer impedir circulação de pessoas durante dias úteis e cogita abrir a via para pedestres somente das 15h30 às 19h aos sábados e das 10h às 16h aos domingos
Os moradores das cercanias do Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, na região central de São Paulo, participaram de audiência pública para debater o futuro da via; atualmente, o local fica fechado para veículos e aberto para pedestres durante a semana a partir das 21h30, e também aos sábados e domingos; gestão de João Doria (PSDB), no entanto, quer impedir circulação de pessoas durante dias úteis e cogita abrir a via para pedestres somente das 15h30 às 19h aos sábados e das 10h às 16h aos domingos (Foto: Aquiles Lins)

Rede Brasil Atual - Os moradores das cercanias do Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, na região central de São Paulo, participaram de audiência pública para debater o futuro da via. Atualmente, o local fica fechado para veículos e aberto para pedestres durante a semana a partir das 21h30, e também aos sábados e domingos. Entretanto, a gestão de João Doria (PSDB) pretende restringir o acesso à área de lazer.

Além de querer impedir a circulação de pessoas durante dias úteis, o tucano ventila a possibilidade de abrir a via para pedestres somente das 15h30 às 19h aos sábados e das 10h às 16h aos domingos. De acordo com a subprefeitura da Sé, a proposta também reduz a área de lazer de 3,5 quilômetros no presente para apenas 1,5 quilômetro. Durante a audiência, realizada no domingo (2), os moradores discordaram das medidas.

O mediador da audiência foi o vereador José Police Neto (PSD). Ele classifica a intervenção da prefeitura como ilegal, visto que, em março do ano passado, o então prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou uma leiaprovada na Câmara, de autoria de Police Neto, que estipula os horários, além de criar um Conselho Gestor, elevando a categoria da via a Parque Municipal.

Durante a audiência, os moradores, ao contrário do que propõe Doria, se mostraram favoráveis a ampliar o horário para a circulação de pessoas. A discussão ocorreu na Praça Roosevelt, também na região central da capital, com mais de 200 pessoas presentes. "Quem mais usa o Parque Minhocão é quem mora ao lado dele. Não tínhamos área de lazer, agora temos. E sou favorável que o espaço abra às pessoas às 20h (durante a semana)", afirmou o ator Iarlei Rangel, do Grupo Esparrapa Minhocão Pela Janela. Seu coletivo realiza apresentações teatrais em uma janela em frente do local.

O Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2014, prevê a desativação completa do Minhocão para os carros dentro de 15 anos. As gestões anteriores, tanto de Haddad como de seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD), vêm aumentando progressivamente o tempo para o lazer na via. Doria utiliza como argumento a falta de segurança no local para justificar sua proposta. Os moradores rebatem: "Fechar ou restringir o Minhocão alegando que não tem segurança é como internar o doente porque ele está com um pequeno resfriado. Não faz sentido. Se não tem segurança, a prefeitura deve tornar o local seguro, não fechá-lo", afirmou o morador Jorge Vaz Nande.

A Associação Parque Minhocão também repudiou a proposta do tucano. "A gente é contra isso. Não é um desejo pessoal meu ou de dois ou três, tem que ampliar o horário para as pessoas, e não restringir", disse o presidente da associação, Athos Comolatti. David de Lacerda, também membro da organização, defendeu a estruturação do parque. "Em relação ao silêncio, colocar placas, informar que ali é área residencial, que se respeitem os vizinhos. Outra sugestão é transformar os ônibus que passam embaixo do elevado em elétricos, porque isso diminui o barulho e a poluição."

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