Doria recua do recuo e fala em aumento a servidores

Sob pressão até de seus próprios aliados, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), mudou mais uma vez de posicionamento sobre o reajuste dos servidores públicos em 2017; novo recuo do tucano acontece um dia após afirmar, em entrevista ao programa "Roda Viva" da TV Cultura, que não aumentaria o ordenado dos funcionários no ano que vem; na campanha, Doria adotava discurso oposto, afirmando que iria "premiar os bons funcionários"

João Doria Jr, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo
João Doria Jr, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - Sob pressão até de seus próprios aliados, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), mudou mais uma vez de posicionamento sobre o reajuste dos servidores públicos em 2017. O novo recuo do tucano acontece um dia após afirmar, em entrevista ao programa "Roda Viva" da TV Cultura, que não aumentaria o ordenado dos funcionários no ano que vem. Agora, Doria diz que vai manter os reajustes negociados pela gestão de Fernando Haddad (PT) e previstos no orçamento, diz reportagem da Folha de S.Paulo.

Na entrevista em que anunciou o congelamento dos salários do funcionalismo Doria afirmou: "Não tem condição", acrescentando que explicaria isso aos funcionários públicos "falando a verdade" sobre as finanças da cidade.

"No entanto, para não conceder os reajustes, Doria teria que driblar lei que fixa cargos e salários na educação, barrar aumentos previstos pela gestão atual e correr o risco de começar seu mandato com paralisações.

O anúncio de que não daria aumento provocou reação até entre aliados do tucano. Como Doria recuou da ideia especificamente para algumas categorias em que os reajustes foram negociados, ele ainda deverá enfrentar a oposição de líderes sindicais.

Em nota, o prefeito eleito disse que vai valorizar e respeitar servidores "levando em conta a realidade das finanças". Na campanha, ele adotava um discurso de "premiar os bons funcionários".

Os professores ficaram 43 dias em greve em 2014 depois que Haddad se opôs a reajustes previstos. Neste ano, após novas paralisações, o petista concedeu 7,57% de aumento no piso salarial (que subiu de R$ 3.300 para R$ 3.550) e se comprometeu com um novo reajuste nos anos seguintes -que, somados aos anteriores, somarão 29,65% até 2018."

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