Dupla necessária?

PSDB e DEM se reaproximam, mas no o suficiente para consolidar uma aliana na corrida sucessria do Recife; o entendimento dos dois partidos o de que as candidaturas de Daniel Coelho e Mendona Filho so complementares, o que poderia levar um dos dois para um eventual segundo turno contra o prefeito Joo da Costa

 Dupla necessária?
Dupla necessária? (Foto: Moises Barbosa/ALEPE e Brizza Cavalcante/SEFOT-SECOM)

Gilberto Prazeres_PE247 - O ensaio de uma aproximação entre PSDB e DEM, evidenciado nos últimos dias, no que diz respeito às eleições do Recife, não deve se concretizar numa aliança formal. Recentes pesquisas internas dos tucanos indicariam que uma eventual candidatura do deputado federal Mendonça Filho, que dirige regionalmente os Democratas, ajudaria no crescimento da postulação do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), ainda pouco conhecido em determinadas parcelas da sociedade recifense.

De acordo com a leitura de um tucano que teve acesso a esse levantamento, o recall de Mendonça – que já foi governador do Estado – ajudaria no fomento de um discurso contrário à gestão do prefeito João da Costa (PT) em todas as faixas sociais. Porém a sua rejeição, observada na mesma pesquisa, o impediria de ultrapassar o atual gestor do Recife.

Com base nessas informações, o comando do PSDB enxerga a possibilidade de Daniel Coelho construir uma candidatura “sem teto” de crescimento, ou seja, sem um limite como o que Mendonça Filho teria.

Os tucanos ainda observam que, sem o democrata na disputa, Daniel Coelho, mesmo que alcançasse uma boa votação, não conseguiria derrotar o prefeito João da Costa no primeiro turno. Na leitura dos caciques do PSDB, “a máquina é muito forte” e os “petistas sabem como usá-la”.

O comando recifense do PSDB ainda entende que a candidatura de Mendonça Filho tem mais chances de se viabilizar do que a provável postulação do deputado federal Raul Henry (PMDB), uma vez que o peemedebista não conta com uma estrutura local capaz de lhe dar o suporte necessário para a empreitada. Segundo os tucanos, Henry “depende demais” do auxílio do PMDB nacional, que pode não ser tão generoso assim com o parlamentar pernambucano durante o pleito.

Por outro lado, haveria o entendimento de alguns democratas que a postulação de Daniel Coelho, por conta do perfil completamente diferente do de Mendonça, poderia ser benéfico para o presidente regional do DEM. Isso se explicaria pela necessidade da penetração do discurso oposicionista em redutos do PT. Já que devido ao acirramento do enfretamento entre Mendonça e o prefeito João da Costa, em 2008, seria muito difícil o democrata conquistar votos, no primeiro turno, de bases petistas. E, como Daniel é oriundo do PV, teria essa possibilidade.

 

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