E agora Kassab? O PSD fica com Dilma ou Eduardo?

O PSD de Pernambuco estará junto com Eduardo Campos (PSB), caso o governador seja candidato à presidência em 2014 ou em 2018 independentemente do que acontecer no cenário político nacional, no qual os pessedistas deverão apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT); segundo o presidente estadual da legenda, André de Paula, outros diretórios estaduais do PSD também podem marchar com o gestor socialista, o que pode causar um racha no partido; “Se a candidatura de Eduardo se materializar, vamos estar com ele. E vários outros diretórios farão o mesmo”.

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Leonardo Lucena_PE247 – O PSD de Pernambuco estará junto com Eduardo Campos (PSB), caso o governador seja candidato à presidência em 2014 ou em 2018. A confirmação veio do presidente estadual da legenda, André de Paula. Esta aliança ocorrerá impendentemente do que acontecer no cenário político nacional, no qual os pessedistas deverão apoiar a atual presidente Dilma Rousseff (PT), que tentará a reeleição. O dirigente afirma que vários outros diretórios estaduais do PSD estarão junto com o gestor socialista, se ele for candidato, o que pode causar um racha no partido do paulista Gilberto Kassab. “Se a candidatura de Eduardo se materializar, vamos estar com ele. Não tenha a menor dúvida. E vários outros diretórios farão o mesmo”, declarou.

As declarações do pessedista reforçam a capacidade de aglutinação política que o governador Eduardo Campos tem o suficiente para atrair outras forças políticas no plano nacional. E, no caso do PSD, André de Paula explicou que o socialista teve um importante papel na medida em que ajudou os pessedistas a criarem o partido, no começo de 2011.

“Muitos fatores fazem de Eduardo um nome nacional respeitado e ventilado a todo o momento pela imprensa do Sul, Nordeste, do Brasil inteiro, como uma alternativa real de poder em 2014. Uma das virtudes que mais contribui para isso é uma gestão eficiente, moderna, competente, que chama a atenção do Brasil todo”, acrescentou o pessedista. De acordo com ele, o governador “é vitorioso, faz um governo moderno, empreendedor, de resultados muito positivos e faz com que Pernambuco cresça em maior nível do que o país”.

O fato é que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, está iniciando um processo de consulta com os diretórios estaduais do partido para saber qual será a posição dessas forças em seus respectivos estados sobre o apoio à reeleição da presidente Dilma. As informações dão conta de que, com a reforma ministerial a ser feita no início deste ano, a legenda deverá aceitar a Secretaria de Aviação Civil, pasta de Micro e Pequena Empresa e a vice-presidência da Caixa Econômica Federal.

A entrada do partido na base aliada, torna o PSD uma legenda de extrema importância para o Governo Dilma. A sigla saiu das últimas eleições ocupando o quarto lugar no ranking entre os que governam o maior número de municípios brasileiros, com 497 prefeituras – atrás do PMDB (1024), PSDB (702) e PT (635), além de ocupar a terceira maior bancada da Câmara Federal.

Embora André de Paula reconheça a importância desta aliança, ele defende uma “independência” dos pessedistas no Governo Federal. Apesar disto ele observa que qualquer que seja a decisão a ser tomada, ela não deverá implicar em divergências internas, pois, caso o PSD oficialize o apoio a presidente Dilma, os diretórios estaduais não ficarão impedidos de apoiarem outra candidatura nas próximas eleições presidenciais. “Temos autonomia para escolher o caminho do PSD em Pernambuco”, afirmou indicando um caminho que pode ser trilhado por outros diretórios estaduais.

Como o próprio André de Paula deu a entender, percebe-se que, pelas movimentações políticas, o PSD está dividido. Uma parte apoia Eduardo Campos e a outra é a favor da reeleição da presidente Dilma. Independentemente do que venha a ocorrer daqui para frente, os pessedistas devem ficar atentos para não deixarem passar a imagem de que integram uma sigla de “aluguel”, cujo status é atribuído, sobretudo, ao PMDB.

Por outro lado, o presidente Gilberto Kassab pretende lançar candidaturas próprias nas eleições para governador em 2014 em estados onde o PT também lançará postulantes, a exemplo de São Paulo. Resta saber como o PSD vai lidar com as alianças partidárias e de que forma vai administrar o fato de alguns diretórios estaduais marcharem com o governador Eduardo Campos, enquanto outra ala apoiará a reeleição de Dilma e o PT no próximo pleito.

 

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