EAS retoma produção de navios da Transpetro

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e a Transpetro, braço logístico da Petrobrás, estão em fase final de negociações com objetivo de fazer com que o empreendimento, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife, recupere os contratos de compra e venda de doze embarcações encomendadas pela estatal; os contratos estavam ameaçados em função de atrasos no cronograma, dentre outros porblemas operacionais

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Leonardo Lucena_PE247 – O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e a Transpetro, braço logístico da Petrobrás, estão em fase final de negociações com objetivo de fazer com que o empreendimento, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife, recupere os contratos de compra e venda de doze embarcações encomendadas pela estatal.

Em maio do ano passado, a Transpetro elaborou uma nota dirigida ao EAS exigindo que o empreendimento apresentasse um cronograma para não atrasar a entrega dos navios e um projeto de engenharia em consonância com as especificações técnicas contratuais, além de ter suspendido os contratos de comprar e venda de 16 das 22 embarcações encomendadas ao estaleiro. A suspensão dos contratos não valeu para todos os petroleiros porque a empresa sul coreana Samsung Heavy Industries (SHI), que tinha 6% de participação, deixou o negócio, mas dará assistência técnica até o sétimo navio. Segundo o EAS, a empresa japonesa IHI Marine United Inc. (Ihimu), novo parceiro tecnológico do estaleiro, se responsabilizará pela assistência tecnológica de outros quatro navios, algo já concretizado.

De acordo com o novo cronograma, o EAS terá que efetuar a entrega de dez navios até 2016. O primeiro navio entregue pelo empreendimento, o João Cândido, cujo orçamento subiu de R$ 323,4 milhões para R$ 495 milhões, foi entregue com quase dois anos de atraso, o que levou a Transpetro a multar o empreendimento em R$ 3,6 milhões. Por sua vez, o segundo petroleiro, o Zumbi dos Palmares, deveria ter sido entregue em março do ano passado mas o prazo foi adiado para o próximo mês de maio.

O empreendimento, há cinco anos em operação, passou por problemas técnicos e operacionais, tanto é que teve um prejuízo de R$ 1,4 bilhão em 2011. O EAS tem a missão de construir 22 navios, fruto de um pacote de R$ 8,1 bilhões, como parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), com o objetivo de estimular a indústria naval brasileira e aumentar a competitividade internacional.

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