Eduardo já admite candidaturas múltiplas

Governador de Pernambuco afirmou que considera normal o fato de os partidos de sua base estarem se movimentando em torno da possibilidade da construo de uma alternativa ao projeto de reeleio do prefeito do Recife, Joo da Costa

Eduardo já admite candidaturas múltiplas
Eduardo já admite candidaturas múltiplas (Foto: Andréa Rêgo Barros/247)

PE247 – Líder maior da Frente Popular de Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) não parece muito incomodado com a intensa movimentação, no que diz respeito à discussão de uma candidatura alternativa a do prefeito do Recife, João da Costa (PT), por parte dos partidos que formam sua base. No início da tarde de hoje, o socialista, em visita às obras do Shopping Rio Mar, no Pina, já admitiu a possibilidade da construção de postulações múltiplas de governistas na capital pernambucana.

“É natural que os partidos discutam várias possibilidades. Se der pra estar todo mundo junto, vamos estar felizes. Se não der, numa hora lá na frente se junta”, indicou o governador Eduardo Campos, num sinal claro de que mais de uma candidatura da base pode levar a eleição para o segundo turno.

Eduardo tem procurado se preservar quando o assunto é a eleição do Recife. Campos, desde o início dos questionamentos ao projeto de reeleição do prefeito João da Costa, preferiu adotar um discurso mais ligado à gestão, deixando a política a cargo dos partidos. O socialista sempre deixou claro que o PT precisaria resolver, primeiro, seus problemas para a discussão ser levada ao campo governista.

Entretanto, o PT não resolveu até o momento e os aliados, capitaneados pelo senador e presidente regional do PTB, Armando Monteiro Neto, iniciaram discussões sobre a possibilidade do lançamento de uma segunda candidatura da Frente no Recife.

No final de janeiro, ventilou-se, nos bastidores, que o governador Eduardo Campos teria preferência pela candidatura do prefeito João da Costa. Posição negada pelo próprio socialista. Também nos bastidores, se fala que o gestor não quer se meter diretamente no atual processo, uma vez que, em caso de consolidação de duas candidaturas governistas, ele ficaria impedido de subir num desses palanques no primeiro turno. O que evitaria um desgaste desnecessário. Mas há quem garanta, no Palácio do Campo das Princesas, que o Eduardo se pronunciará no momento certo, provavelmente balizado pelo ex-presidente Lula (PT).

 

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