Educação será destaque da caravana de Lula nesta quinta-feira

Após passagem pelo Vale do Jequitinhonha, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue pelo norte do estado de Minas Gerais; nesta quinta-feira (26) permanece em Araçuaí, onde encerrou o dia de ontem com um ato político, e depois vai para Salinas, mais 110 quilômetros em direção ao norte do estado; no local, estão planejadas visitas a dois campi do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), criados em seus governos, além de um ato político no centro da cidade

Após passagem pelo Vale do Jequitinhonha, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue pelo norte do estado de Minas Gerais; nesta quinta-feira (26) permanece em Araçuaí, onde encerrou o dia de ontem com um ato político, e depois vai para Salinas, mais 110 quilômetros em direção ao norte do estado; no local, estão planejadas visitas a dois campi do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), criados em seus governos, além de um ato político no centro da cidade
Após passagem pelo Vale do Jequitinhonha, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue pelo norte do estado de Minas Gerais; nesta quinta-feira (26) permanece em Araçuaí, onde encerrou o dia de ontem com um ato político, e depois vai para Salinas, mais 110 quilômetros em direção ao norte do estado; no local, estão planejadas visitas a dois campi do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), criados em seus governos, além de um ato político no centro da cidade (Foto: Aquiles Lins)

Rede Brasil Atual - Após passagem pelo Vale do Jequitinhonha, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue pelo norte do estado de Minas Gerais. Nesta quinta-feira (26) permanece em Araçuaí, onde encerrou o dia de ontem com um ato político, e depois vai para Salinas, mais 110 quilômetros em direção ao norte do estado. No local, estão planejadas visitas a dois campi do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), criados em seus governos, além de um ato político no centro da cidade.

"Foi depois que Lula assumiu a presidência que melhorou a saúde. Temos aqui o programa Mais Médicos, excelente, eu gostei porque o atendimento é bom, são médicos profissionais. Também temos uma Unidade Básica de Saúde (UBS) nova também desde o ano passado. Temos mais conforto agora em nossa comunidade", disse o lavrador José Osvaldo Vaz, morador de Araçuaí, presente ao ato que teve como tema política pública de saúde. Nesta quinta, será educação.

O programa Mais Médicos fez muita diferença para o povo local, que se queixava de que, antes da chegada dos profissionais, um médico visitava a cidade apenas uma vez por mês. "Os médicos que vieram de Cuba são excelentes. Tínhamos uma saúde precária, mas depois desses médicos, temos atendimento duas vezes por semana", diz o lavrador Sebastião Vaz Vieira, também residente de Araçuaí.

Hoje, Lula passou também por Catuji, Padre Paraíso, Itaobim e Itinga. Em Itaobim, ao lado do prefeito Charles Vieira (PT) e de outros políticos da região, o ex-presidente afirmou que "dias melhores voltarão". "Vamos ganhar em 2018 para poder continuar a melhorar esse país. Nosso querido Brasil já viveu dias melhores. Quando fui eleito em 2002, prometi que íamos melhorar a vida do trabalhador e do mais pobre. Criamos programas para melhorar a vida do povo", disse.

Ele voltou a criticar o esforço de Temer para permanecer no cargo e o alto custo para os cofres públicos dos acordos que acabou firmando para conseguir a rejeição da denúncia pela Câmara. "Já são quase R$ 30 bilhões que o Temer gastou com deputados pra ficar. Nós gastamos R$ 9 bilhões com a transposição do Rio São Francisco pra levar água pra milhões de nordestinos e acharam caro", afirmou.

O ex-presidente observou que quando deixou o governo havia uma pressão para que disputasse um terceiro mandato. "Em nome da democracia deixei a Presidência da República. Eu tinha 87% de aprovação do governo, o Temer tem 97% do povo brasileiro contra a permanência dele na presidência. Ele só tem 3% de aprovação, que deve ser na casa dele", declarou.

E aproveitou para voltar a criticar a Lava Jato. "E depois dizem que a Lava Jato quer acabar com a corrupção, dizem que a Lava Jato está moralizando esse país", pontuou. "Nós agora estamos correndo o risco de perder tudo que a gente conquistou nos últimos 12 anos", ressaltou Lula.

O escritor e jornalista Fernando Morais, biógrafo de Lula e que acompanha a caravana, lamentou em discurso em Araçuaí que o país, depois de enfrentar por mais de duas décadas uma ditadura, tenha voltado a viver num Estado de exceção, hoje com outra forma de ditadura. Morais lembrou que a "ditadura togada de hoje, do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal" conduziu ao suicídio o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancellier de Olivo, depois de ser levado a prisão temporária sem nenhum amparo legal e de ter sua reputação destruída junto a opinião pública. "São as mesmas forças que estão há três anos no encalço do presidente Lula."

Lula mencionou também o cenário de retrocessos em que se encontra o Brasil. "Vocês estão vendo o que está acontecendo nesse país. Pessoas voltaram a pedir esmolas, salários diminuindo, desemprego aumentando, qualidade de vida piorando. Toda vez que você quiser melhorar a economia desse país, tem que gerar emprego e distribuir renda. Quando você coloca um pouco de dinheiro na mão do pobre, a mulher compra pão, manteiga, feijão, arroz, vai fazer a economia girar. Quando você dá um milhão para o rico ele coloca no banco para especular", completou.

Em Itinga, Lula parou a caravana sobre a ponte do Rio Jequitinhonha, onde pediu para alguns presentes subirem ao palanque para conversar. O tema central discutido foi a educação. "Tem gente aqui estudando na Universidade de Teófilo Otoni ou na Escola Técnica de Araçuaí? Alguém aqui se formou com o ProUni? Alguém aqui usa o Fies?", perguntou, obtendo resposta positiva em muitos questionamentos.

"Então, se as pessoas estão se formando, é preciso pensar em um modelo de desenvolvimento de Itinga para criar uma possibilidade de mais empregos. Não percam a esperança. Essa gente, da forma mais safada, tirou Dilma da presidência e passou anos botando a culpa de tudo no PT, prometendo que ia melhorar a vida do povo. Vocês percebem que tudo está piorando. Querem que o Brasil volte ao que era antes de eu governar esse país. Mas pode esperar que o ano que vem tem eleição e vamos mudar a história desse outra vez", disse Lula.

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