Efeito Lava Jato: obra do Rodoanel pode parar

O governo do Estado diz que é crítico o ritmo das obras do chamado lote 1 do Rodoanel Norte e admite que o contrato pode ser rescindido com o consórcio liderado pela empreiteira Mendes Junior, responsável pela obra e uma das construtoras investigadas pela Operação Lava Jato; o trecho em questão tem 43,9 km de extensão, liga a ala Oeste do anel viário à Presidente Dutra e foi orçado em R$ 6,85 bilhões (R$ 647,6 milhões à Mendes Junior); com previsão inicial de entrega para janeiro de 2016, o trecho já teve sua entrega prorrogada para julho de 2017

O governo do Estado diz que é crítico o ritmo das obras do chamado lote 1 do Rodoanel Norte e admite que o contrato pode ser rescindido com o consórcio liderado pela empreiteira Mendes Junior, responsável pela obra e uma das construtoras investigadas pela Operação Lava Jato; o trecho em questão tem 43,9 km de extensão, liga a ala Oeste do anel viário à Presidente Dutra e foi orçado em R$ 6,85 bilhões (R$ 647,6 milhões à Mendes Junior); com previsão inicial de entrega para janeiro de 2016, o trecho já teve sua entrega prorrogada para julho de 2017
O governo do Estado diz que é crítico o ritmo das obras do chamado lote 1 do Rodoanel Norte e admite que o contrato pode ser rescindido com o consórcio liderado pela empreiteira Mendes Junior, responsável pela obra e uma das construtoras investigadas pela Operação Lava Jato; o trecho em questão tem 43,9 km de extensão, liga a ala Oeste do anel viário à Presidente Dutra e foi orçado em R$ 6,85 bilhões (R$ 647,6 milhões à Mendes Junior); com previsão inicial de entrega para janeiro de 2016, o trecho já teve sua entrega prorrogada para julho de 2017 (Foto: Romulo Faro)

SP 247 - Principal obra de São Paulo e maior em andamento na América Latina, o Rodoanel pode ser paralisado por causa dos reflexos da Operação Lava Jato. O governo do Estado diz que é "crítico" o ritmo das obras do chamado lote 1 do Rodoanel Norte e admite que o contrato pode ser rescindido com o consórcio liderado pela empreiteira Mendes Junior, responsável pela obra e uma das construtoras investigadas pela esquema de corrupção em contratos de empreiteiras com a Petrobras.

O trecho em questão tem 43,9 km de extensão, liga a ala Oeste do anel viário à Presidente Dutra e foi orçado em R$ 6,85 bilhões (R$ 647,6 milhões à Mendes Junior).

Com previsão inicial de entrega para janeiro de 2016, o trecho já teve sua entrega prorrogada para julho de 2017. O rompimento do contrato pela Dersa (estatal paulista) pode levar a nova licitação, o que adiaria a entrega do trecho para 2018, conforme publicação do jornal Folha de São Paulo. "Todo o prejuízo de uma rescisão contratual é cobrado da empresa causadora", afirma o presidente da Dersa, Laurence Casagrande.

O Rodoanel Mário Covas é uma das bandeiras de campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e teve suas obras foram iniciadas em 1998, quando o anel era prometido para os anos 2000.

Segundo a Dersa, desde novembro de 2014 houve queda de performance nas obras do lote a cargo da Mendes Junior. Também desde novembro, o vice-presidente executivo da empresa, Sérgio Cunha Mendes, está preso sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

As investigações da Lava Jato suspenderam pagamentos de obras já executadas e dificultaram o acesso da empresa a crédito. Sem dinheiro em caixa, ela teria deixado de honrar compromissos com fornecedores e previstos em contratos, num efeito bola de neve.

Como 75% do faturamento da Mendes Junior provém de contratos públicos, segundo ranking publicado por revista especializada em engenharia, são obras dos governos federal e estaduais as mais prejudicadas por atrasos.

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