Eleitor do PT é coagido por voto no Sul do país

Multiplicaram-se nesta semana os caso de coação de patrões a seus funcionários para obrigá-los ao voto em Jair Bolsonaro; ao mesmo tempo, crescem os casos de PMs que abordam veículos com propaganda de Fernando Haddad (PT); o cientista político Benedito Tadeu César avalia que atitudes como estas explicam em parte o crescimento de Bolsonaro e a rejeição de Haddad; ele afirma que a classe média tem se sentido ameaçada “pela crise e pelo fato dos segmentos de baixa renda, que sempre os serviram como empregados, passarem a ascender socialmente e buscar seus direitos”    

Eleitor do PT é coagido por voto no Sul do país
Eleitor do PT é coagido por voto no Sul do país (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 – São vários os casos nos estados do Sul do país de patrões que pressionam e coagem os colaboradores a votarem em Jair Bolsonaro (PSL). Quase na mesma proporção, PMs abordam veículos com propaganda eleitoral de Fernando Haddad (PT).

Na terça-feira 2, em Curitiba, o advogado e professor de Direito Administrativo Tarso Cabral Violin saía de um restaurante e, acompanhado de sua filha de 12 anos, foi abordado no estacionamento por dois PMs. Um deles se aproximou do carro e disse que o adesivo colado no vidro traseiro era ilegal, pois trazia a imagem do ex-presidente Lula, no que foi contestado pelo advogado, segundo reportagem de René  Ruschel, na Carta Capital.

O militar justificou a abordagem afirmando que fora convocado ali “por uma juíza de nome Camila, que também almoçou no restaurante” e teria ficado incomodada com a imagem. Em seguida se retiraram.

“Naquele mesmo horário, há pouco mais de um quilômetro dali, quem também não se intimidou foi a procuradora do Ministério Público do Trabalho do Paraná, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes. Ao tomar conhecimento que o diretor-presidente da rede de supermercados Condor, Pedro Joanir Zonta, havia expedido uma carta aos 12 mil empregados coagindo-os a votar no candidato Jair Bolsonaro nas eleições do próximo domingo, imediatamente o convocou para prestar esclarecimentos ao MPT”, conta a jornalista.

O cientista político e mestre em antropologia Benedito Tadeu César, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma que “atitudes como estas explicam os motivos do crescimento do apoio ao candidato Jair Bolsonaro e da rejeição ao petista Fernando Haddad”.

 Ele também afirma que a classe média tem se sentido ameaçada, assustada. “De um lado, pela crise, pelo desemprego; de outro pelo fato dos segmentos de baixa renda, que sempre os serviram como empregados, passarem a ascender socialmente e buscar seus direitos”.

 

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