Eletrodomésticos também estão sofrendo alta por causa do aço

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Aumento de janeiro a março chegou a 15%

Eletrodomésticos também estão sofrendo alta por causa do aço

Depois dos alimentos, da gasolina e do gás, chegou a vez do preço dos eletrodomésticos surpreenderem os consumidores. Apesar de a Selic ainda estar baixa (2,75%), o valor de produtos como fogão e geladeira tem aumentado nos últimos meses. 

De acordo com reportagem do Valor, os reajustes foram de 4% a 15% entre janeiro e março, o que já garantiu um grande impacto no bolso do brasileiro — ainda mais em meio a uma pandemia e crise econômica. Leia para entender melhor!

Explicação está no preço do aço 

Mas, afinal, o que explica o reajuste expressivo sofrido pelo setor de eletrodoméstico? Parte do aumento se deve ao valor do aço, principal matéria-prima para a maior parte dos produtos. Cerca de 55% de um refrigerador é composto por aço, já um fogão é 65%. 

Nos últimos 12 meses, a matéria-prima teve um grande aumento — que puxou outros produtos. Porém, a expectativa não é das melhores. A Companhia Siderúrgica Nacional (CNS), principal fabricante do país, anunciou que a partir deste mês o material será reajustado de 10% a 15%. 

Os aços longos serão os mais afetados, com aumento de 15%. Por sua vez, as folhas metálicas irão aumentar em 11,25%. Isso significa que não apenas os eletrodomésticos, mas outros produtos, incluindo alguns tipos de embalagens, ficarão ainda mais caros

Atualmente, um microondas custa em média R$ 530,00, enquanto um fogão prateado sai por R$ 1.490,00 e uma geladeira de inox por R$ 2.990,00 de acordo com as Lojas Cem. Mas, em breve, esse cenário pode mudar. 

Eletrodomésticos também estão sofrendo alta por causa do aço

Por que o aço tem sido pressionado 

Existem diversas razões para o aço estar em alta. Uma delas é o câmbio do país que está em torno R$ 5,60. Porém, diferentemente de outros produtos, a liga metálica não está mais cara por causa das exportações, mas, sim, do custo de alguns materiais que são precificados em dólar. Então, quanto mais a moeda americana aumenta, mais caro fica para se produzir aço aqui. 

Além disso, o mercado brasileiro está retomando o ritmo. Para 2020, por exemplo, a expectativa é que o setor automotivo produza 25% mais. Outros segmentos que usam bastante o aço são construção civil, implementos agrícolas e, claro, eletrodomésticos de linha branca. 

O aumento, no entanto, pode se estagnar, caso haja a redução em algum imposto. Recentemente, conforme publicado nesta matéria do Estadão, empresários solicitaram ao governo para zerar a alíquota de importação de aço

Na prática, se houver uma redução, alguns setores poderão importar mais a matéria-prima, se, na comparação, ficar mais barato do que usar a produção brasileira. Dessa forma, mesmo quem optar por usar o aço daqui poderá se beneficiar, pois os preços não ficarão tão pressionados. 

Ainda não há um prazo para que o governo federal responda a essa solicitação. Para o mercado, o momento exige pressa, já que pode existir até o risco de um desabastecimento de aço. No entanto, o Instituto Aço Brasil sustenta que há uma demanda maior, sim, mas que a indústria está respondendo da melhor forma. De acordo com a organização, a produção em janeiro de 2021 foi maior do que em 2019, enquanto o consumo é o maior desde março de 2015. 

Como visto, enquanto o dólar continuar alto e não houver uma redução dos impostos de importação, os eletrodomésticos e outros produtos seguirão pressionados. Por sua vez, a expectativa do consumidor é para que a variação mude, mas para abaixar os preços e não aumentá-los ainda mais. 

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