Em carta, Iris anuncia fim da carreira política

Líder peemedebista, ex-prefeito de Goiânia, ex-governador de Goiás, ex-senador e ex-ministro da Agricultura (Sarney) e da Justiça (FHC) anunciou na madrugada desta quarta-feira (6) que está deixando a vida pública; aos 82 anos de idade, ele divulga na Carta a Goiânia que a decisão estava tomada desde sua última derrota eleitoral, em 2014, quando disputou o governo de Goiás; até então líder nas pesquisas, a decisão reembaralha o jogo sucessório na capital goiana

Líder peemedebista, ex-prefeito de Goiânia, ex-governador de Goiás, ex-senador e ex-ministro da Agricultura (Sarney) e da Justiça (FHC) anunciou na madrugada desta quarta-feira (6) que está deixando a vida pública; aos 82 anos de idade, ele divulga na Carta a Goiânia que a decisão estava tomada desde sua última derrota eleitoral, em 2014, quando disputou o governo de Goiás; até então líder nas pesquisas, a decisão reembaralha o jogo sucessório na capital goiana
Líder peemedebista, ex-prefeito de Goiânia, ex-governador de Goiás, ex-senador e ex-ministro da Agricultura (Sarney) e da Justiça (FHC) anunciou na madrugada desta quarta-feira (6) que está deixando a vida pública; aos 82 anos de idade, ele divulga na Carta a Goiânia que a decisão estava tomada desde sua última derrota eleitoral, em 2014, quando disputou o governo de Goiás; até então líder nas pesquisas, a decisão reembaralha o jogo sucessório na capital goiana (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Realle Palazzo-Martini, do Goiás247 – O decano peemedebista de Goiás Iris Rezende, ex-prefeito de Goiânia, ex-governador do Estado, ex-senador e ex-ministro da Agricultura (Sarney) e da Justiça (FHC) anunciou na madrugada desta quarta-feira (6) o encerramento de sua carreira política. Iris, com 82 anos de idade, divulgou uma carta por meio de sua assessoria de Imprensa afirmando que a decisão estava tomada desde sua última derrota eleitoral, em 2014, quando disputou o governo de Goiás.

Um dos líderes mais populares da história goiana, Iris ponderou que, ultimamente, com as pesquisas o colocando em primeiro lugar na corrida pela Prefeitura de Goiânia, chegou a considerar uma nova disputa, mas manteve a decisão. “Refleti muito nos últimos meses e concluí, enfim, que realmente devo finalizar a minha caminhada política. Encerro, portanto, minha trajetória como homem público com a consciência tranquila e o coração em paz. Procurei retribuir como político e ser humano a tudo que essa cidade e esse Estado me proporcionaram”, escreve.

No texto, o peemedebista faz um histórico de sua carreira política e um breve apanhado de suas realizações na capital goiana, a exemplo do Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, a rodoviária, o Palácio da Justiça, viadutos e praças: “Em cada canto dessa cidade há uma marca do meu trabalho e dedicação. Em mais de 50 anos como homem público, posso dizer, com orgulho, que Goiânia jamais se envergonhou de mim.”

E finalizou com a máxima do Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé.”

A decisão de Iris embaralha as cartas do jogo eleitoral em Goiânia. Líder nas pesquisas, com números em torno dos 30%, deixa uma legião de eleitores órfãos. Dificilmente transferirá parcela significativa de votos a um eventual substituto no PMDB, que até então não apresentou uma alternativa competitiva.

Veja a íntegra:

Carta a Goiânia

Nenhum político deve mais a Goiânia do que eu. Se ocupei os cargos que ocupei, tudo começou em Goiânia. Aqui cheguei com 15 anos, em 1949, vindo do interior, mais especificamente da zona rural, com a finalidade de estudar.

Nove anos depois, em 1958, Goiânia me elegia vereador, o mais votado da capital até aquele momento. Em 1962, fui eleito deputado estadual, até então, o mais votado de Goiás. Somente os votos de Goiânia seriam suficientes para minha eleição.

Mais três anos se passaram e, aos 31 anos, era eleito o prefeito, em 1965. Portanto, Goiânia me fez conhecido em todo o Estado. Procurei, seja como prefeito ou governador, retribuir o que recebi desta cidade.

Basta lembrar que Goiânia não convive com favelas. Ainda jovem, aos 31 anos, eleito prefeito pela primeira vez, priorizei a casa própria como um bem fundamental. A capital é a única cidade de seu porte que não convive com poeira e lama.

Goiânia é também a primeira cidade do País em áreas verdes e a única que não convive com a falta de água tratada. Quando governador, em 1983, construímos o Sistema de captação do Rio Meia Ponte, que até hoje abastece toda a capital.

Construímos o Centro de Convenções, o mais moderno do País à época; a rodoviária, o Palácio da Justiça, os viadutos, praças, entre tantas outras obras importantes para Goiânia. Em cada canto dessa cidade há uma marca do meu trabalho e dedicação.

Em mais de 50 anos como homem público, posso dizer, com orgulho, que Goiânia jamais se envergonhou de mim.

Conhecido o resultado da última eleição para governador, em 2014, tomei uma decisão, de foro íntimo: encerrar ali minha carreira política com a consciência do dever cumprido.

Nos últimos meses, porém, com o surgimento do meu nome com destaque em pesquisas eleitorais, percebi o interesse de uma parcela importante da população de Goiânia para que eu pudesse rever minha posição e considerar uma nova candidatura a prefeito de Goiânia nas eleições de outubro próximo.

Refleti muito nos últimos meses e concluí, enfim, que realmente devo finalizar a minha caminhada política.

Encerro, portanto, minha trajetória como homem público com a consciência tranquila e o coração em paz. Procurei retribuir como político e ser humano a tudo que essa cidade e esse Estado me proporcionaram.

Mantenho comigo o mesmo sentimento expresso pelo Apóstolo Paulo, no capítulo 4, da segunda carta a Timóteo, em que ele disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé.”

Iris Rezende Machado

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