Em Minas, declaração de Princesa do Milho gera polêmica

Uma das finalistas do concurso de beleza Rainha e Princesas do Milho, da Festa Nacional do Milho 2017, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba (MG), justificou sua derrota dizendo que que os jurados só teriam escolhido Iara Santos, 20, por ela ser negra; o resultado do concurso foi divulgado no dia 24 deste mês; Maria Angélica Gonçalves Faria, que ficou revoltada, e Ludmila de Almeida Rodrigues, ambas com 22 anos, foram nomeadas as Princesas do Milho

Uma das finalistas do concurso de beleza Rainha e Princesas do Milho, da Festa Nacional do Milho 2017, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba (MG), justificou sua derrota dizendo que que os jurados só teriam escolhido Iara Santos, 20, por ela ser negra; o resultado do concurso foi divulgado no dia 24 deste mês; Maria Angélica Gonçalves Faria, que ficou revoltada, e Ludmila de Almeida Rodrigues, ambas com 22 anos, foram nomeadas as Princesas do Milho
Uma das finalistas do concurso de beleza Rainha e Princesas do Milho, da Festa Nacional do Milho 2017, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba (MG), justificou sua derrota dizendo que que os jurados só teriam escolhido Iara Santos, 20, por ela ser negra; o resultado do concurso foi divulgado no dia 24 deste mês; Maria Angélica Gonçalves Faria, que ficou revoltada, e Ludmila de Almeida Rodrigues, ambas com 22 anos, foram nomeadas as Princesas do Milho (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - Uma das finalistas do concurso de beleza Rainha e Princesas do Milho, da Festa Nacional do Milho 2017, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba (MG), justificou sua derrota dizendo que que os jurados só teriam escolhido Iara Santos, 20, por ela ser negra. O resultado do concurso foi divulgado no dia 24 deste mês. Maria Angélica Gonçalves Faria, que ficou revoltada, e Ludmila de Almeida Rodrigues, ambas com 22 anos, foram nomeadas as Princesas do Milho.

A confusão começou quando as participantes deixaram o palco montado no parque de exposições da cidade. “Infelizmente, os jurados avaliaram mais a cor, né? Não olharam tanto os outros requisitos que realmente eram necessários”, disse Maria Angélica ao canal de TV local “NTV”. “Acho que essa questão de muita igualdade, de nunca ter tido uma Rainha negra, mexeu com os jurados, e não fui a escolhida”, complementou.

O vídeo da entrevista de Maria Angélica viralizou na internet. Internautas chamaram a jovem de racista. Maria Angélica rebateu os comentários. “Quem me conhece sabe que não sou racista, não sou preconceituosa”, defende-se. “Estava chateada, tinha acabado de sair do palco. Eu me expressei de maneira errada, infelizmente, e fui mal interpretada por quem não me conhece. Eu não quis diminuir a vitória dela”, explicou a jovem, estudante de odontologia.

Iara e Maria Angélica já se entenderam. “Eu já me retratei com ela e com todas as pessoas que se sentiram ofendidas”, reforçou. Para a Rainha do Milho 2017, Ludmila, a fala da concorrente teria sido fruto de nervosismo após a decisão do júri. “Ela só foi infeliz nas palavras dela, era um momento de nervosismo”, explicou.

No meio jurídico a declaração dela não configuraria crime de racismo. Segundo o jornal O Tempo, o advogado Gabriel Ferreira de Melo disse a princípio ela estaria emitindo uma opinião. “Ela não teria a intenção de ofender aquela pessoa. Ela estava emitindo uma opinião. É uma situação que gera discussão, como a das cotas universitárias. Muitos perguntam: ‘Por que tem esse favorecimento?’. A princípio, eu não consideraria crime de racismo”, explicou.

 

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