Empreiteiras da Lava Jato doaram R$ 1,4 mi a candidatos do TO

Três das nove empreiteiras investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, doaram dinheiro a campanhas eleitorais no Tocantins; OAS, UTC e Queroz Galvão, cujos presidentes foram presos pela PF, doaram R$ 1.483.998,40 a sete candidatos que disputaram as eleições de outubro; entre eles estão o governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) e o governador Sandoval Cardoso (SD); senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB) recebeu R$ 950 mil da OAS; valor é 64% de tudo que as construtoras investigadas doaram no Tocantins e 13,6% do que Kátia arrecadou; deputado federal eleito Vicentinho Júnior (PSB), que recebeu R$ 250 mil da UTC e outros R$ 50 mil da Queiroz Galvão

Três das nove empreiteiras investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, doaram dinheiro a campanhas eleitorais no Tocantins; OAS, UTC e Queroz Galvão, cujos presidentes foram presos pela PF, doaram R$ 1.483.998,40 a sete candidatos que disputaram as eleições de outubro; entre eles estão o governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) e o governador Sandoval Cardoso (SD); senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB) recebeu R$ 950 mil da OAS; valor é 64% de tudo que as construtoras investigadas doaram no Tocantins e 13,6% do que Kátia arrecadou; deputado federal eleito Vicentinho Júnior (PSB), que recebeu R$ 250 mil da UTC e outros R$ 50 mil da Queiroz Galvão
Três das nove empreiteiras investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, doaram dinheiro a campanhas eleitorais no Tocantins; OAS, UTC e Queroz Galvão, cujos presidentes foram presos pela PF, doaram R$ 1.483.998,40 a sete candidatos que disputaram as eleições de outubro; entre eles estão o governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) e o governador Sandoval Cardoso (SD); senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB) recebeu R$ 950 mil da OAS; valor é 64% de tudo que as construtoras investigadas doaram no Tocantins e 13,6% do que Kátia arrecadou; deputado federal eleito Vicentinho Júnior (PSB), que recebeu R$ 250 mil da UTC e outros R$ 50 mil da Queiroz Galvão (Foto: Aquiles Lins)

Cleber Toledo, do Portal CT - Três das nove empreiteiras investigadas na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, doaram dinheiro a campanhas eleitorais no Tocantins.

Juntas, elas têm contratos com a Petrobrás que somam R$ 59 bilhões. Segundo as investigações, parte desses contratos se destinava a "esquentar" o dinheiro que irrigava o caixa de políticos e campanhas no País. A PF prendeu nesta sexta-feira, 14, 21 executivos, entre eles três presidentes de empreiteiras e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ligado ao PT. É o maior esquema de corrupção da história da estatal.

Levantamento no CT na prestação de contas disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os candidatos a governador, senador e deputados federal eleitos, encontrou R$ 1.483.998,40 investidos pelas construtoras OAS, UTC e Queiroz Galvão. Além delas, estão sendo investigadas a Odebrecht, Camargo Corrêa, Iesa, Galvão Engenharia, Mendes Júnior e Engevix.

O maior doador do Tocantins, entre os candidatos a governador, senador e deputados federais eleitos, foi a construtora OAS, com um total de R$ 1,1 milhão. A segunda colocada foi a empreiteira UTC, com R$ 333.998,40; seguida pela Queiroz Galvão, com R$ 50 mil.

Entre os candidatos tocantinenses, a maior beneficiada com as doações foi a senadora reeleita Kátia Abreu (PMDB). Sozinha ela ficou com 64% de tudo que as construtoras investigadas doaram no Tocantins, com um total de R$ 950 mil. Esse valor representa 13,6% dos R$ 6.973.075,42 que Kátia declarou ao TSE ter arrecadado nas eleições deste ano. As doações da OAS para a senadora vieram do Comitê Financeiro Único do PMDB.

Em seguida veio o deputado federal eleito Vicentinho Júnior (PSB), que recebeu R$ 250 mil da UTC e outros R$ 50 mil da Queiroz Galvão, construtora concessionária da duplicação do trecho da BR-153 entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins. No total, Vicentinho recebeu R$ 300 mil de doações dessas duas empreiteiras.

A deputada federal eleita Josi Nunes (PMDB) recebeu R$ 100 mil da OAS, através do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

O governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) recebeu R$ 50 mil da OAS, em duas parcelas de R$ 25 mil. O governador Sandoval Cardoso (SD), candidato derrotado, recebeu R$ 41.999,20 da UTC, mesmo valor que esta empreiteira doou ao candidato a senador derrotado Eduardo Gomes (SD).

Os presos
Executivos dessas três empreiteiras que doaram dinheiro às campanhas do Tocantins - OAS, UCT e Queiroz Galvão - também foram presos pela Polícia Federal na sexta-feira. O maior número de presos na Lava Jato foi da OAS, num total de cinco pessoas, entre elas, o próprio presidente da empreiteira, José Aldemário Pinheiro Filho; o vice-presidente do conselho de administração da empresa, Mateus Coutinho de Sá Oliveira; além do diretor Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Alexandre Portela Barbosa e José Ricardo Nogueira.

Da UTC, foram presas quatro pessoas: o presidente, Ricardo Ribeiro Pessoa, e Ednaldo Alves da Silva, Walmir Pinheiro Santana e Carlos Alberto Costa Silva.

A Queiroz Galvão teve dois executivos presos: o presidente Ildefonso Collares Filho, e o diretor Othon Zanoide de Moraes Filho.

O Outro lado
CT entrou em contato por e-mail com todos os políticos do Estado citados, mas apenas Vicentinho Júnior e Eduardo Gomes enviaram nota até o fechamento desta matéria. Confira as notas:

"Nota de Esclarecimento
Esclarecemos que a coordenação da campanha eleitoral do candidato ao Senado no Tocantins pela coligação “A Mudança que a gente Vê”, deputado federal Eduardo Gomes (SD), já informou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) sobre as origens de todas as doações recebidas para as eleições de 2014. 

De acordo com a prestação de contas realizada junto ao TRE-TO na data estipulada pela Legislação Eleitoral, a doação de R$ 41.999,20 foi realizada pelo candidato Vicente Alves de Oliveira Júnior, esclarecendo que o montante referido foi captado pela campanha do candidato à Câmara Federal e repassado para a campanha do candidato ao Senado, deputado Eduardo Gomes. A origem da captação é de responsabilidade da campanha citada.

Estamos à disposição para todos e quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Assessoria de Imprensa do deputado Eduardo Gomes (SD-TO)"

"NOTA
Referente às doações que nossa candidatura a deputado federal recebeu nesta campanha eleitoral, informo que recebemos, devidamente declaradas à Justiça Eleitoral, as contribuições a seguir:

1. Partido Solidariedade (SD) - R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais);
2. Partido Socialista Brasileiro (PSB) - R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);
3. ProSul - Projetos de Supervisão e Planejamento LTDA (CNPJ 80.996.861/0001-00) - R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

Atenciosamente,

Vicentinho Júnior
Deputado Federal Eleito - PSB/TO

Brasília, 16 de novembro de 2014"

Confira as doações das três empreiteiras investigadas por candidato:
 

Kátia Abreu (PMDB)
Senadora
R$ 950 mil  OAS
Vicentinho Júnior (PSB)
Deptuado federal
R$ 250 mil UTC
Vicentinho Júnior (PSB)
Deptuado federal
R$ 50 mil Queiroz Galvão
Josi Nunes (PMDB)
Deputada federal 
R$ 100 mil OAS
Marcelo Miranda (PMDB)
Governador eleito
R$ 50 mil OAS
Sandoval Cardoso (SD)
Governador
R$ 41.999,20
 
UTC
Eduardo Gomes (SD)
Candidata a s
R$ 41.999,20 UTC
Total de doações R$ 1.483.998  


Confira as doações a candidatos do Tocantins por empreiteira investigada pela Operação Lava Jato:

OAS R$ 1,1 milhão
UTC R$ 333.998,40
Queiroz Galvão R$ 50 mil
Total R$ 1.483.998,40

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