Endereços de Perrella e Aécio têm carros de luxo e obras de arte

O material apreendido pela Polícia Federal em vários endereços ligados aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PMDB-MG) apontam transações milionárias, caros de luxo, imóveis, obras de arte e até posse de armas; com o material, a PF pretende esclarecer a origem do dinheiro e como eram as relações entre os acusados; nos endereços ligados ao assessor de Perrella, Mendherson Souza Lima, foram encontrados um contrato de compra e venda de um avião Cesna e certificados de veículos como BMW, Jeep e Audi; na casa de Aécio foram encontrados 15 quadros e uma escultura. Um dos quadros tinha a inscrição “Portinari”

O material apreendido pela Polícia Federal em vários endereços ligados aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PMDB-MG) apontam transações milionárias, caros de luxo, imóveis, obras de arte e até posse de armas; com o material, a PF pretende esclarecer a origem do dinheiro e como eram as relações entre os acusados; nos endereços ligados ao assessor de Perrella, Mendherson Souza Lima, foram encontrados um contrato de compra e venda de um avião Cesna e certificados de veículos como BMW, Jeep e Audi; na casa de Aécio foram encontrados 15 quadros e uma escultura. Um dos quadros tinha a inscrição “Portinari”
O material apreendido pela Polícia Federal em vários endereços ligados aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PMDB-MG) apontam transações milionárias, caros de luxo, imóveis, obras de arte e até posse de armas; com o material, a PF pretende esclarecer a origem do dinheiro e como eram as relações entre os acusados; nos endereços ligados ao assessor de Perrella, Mendherson Souza Lima, foram encontrados um contrato de compra e venda de um avião Cesna e certificados de veículos como BMW, Jeep e Audi; na casa de Aécio foram encontrados 15 quadros e uma escultura. Um dos quadros tinha a inscrição “Portinari” (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O material apreendido pela Polícia Federal em vários endereços ligados aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PMDB-MG) apontam transações milionárias, caros de luxo, imóveis, obras de arte e até posse de armas. O material pode ajudar a PF a esclarecer a origem do dinheiro e como eram as relações entre os acusados. A estreita relação entre os dois parlamentares é investigada, após o tucano ser gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da JBS. Segundo a PF, o dinheiro pedido por Aécio foi depositado numa empresa de Perrella. De acordo com a delação da JBS, Lima foi quem recebeu o dinheiro.

Segundo o ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Facchin, os objetos de luxo podem indicar indício de lavagem de dinheiro. “Objetos relacionados aos fatos, especialmente bens de luxo que suscitem suspeita de constituírem produto de lavagem de dinheiro, tais como joias, relógios e obras de arte”, diz o ministro ao autorizar a operação Patmos, que teve como foco o recebimento de propina da JBS por Aécio. 

Nos endereços ligados ao assessor de Zezé Perrella, Mendherson Souza Lima, foram encontrados dois talões de cheques em nome do peemedebista, além de diversos contratos envolvendo as empresas Tapera e Limeira Agropecuária, ambas da família do parlamentar. Policiais acharam um contrato de compra e venda de um avião Cesna e certificados de veículos como BMW, Jeep e Audi. Mendherson ainda guardava joias. 

Os investigadores também encontraram contratos de compra e venda de vários imóveis e extratos bancários que mostram a transferência de valores da empresa Tapera para o senador. Em uma dessas movimentações, consta o recebimento de R$ 950 mil por Perrella. 

De acordo com a Lava Jato, Frederico de Medeiros, primo distante de Aécio, recebeu o dinheiro em nome do tucano, cerca de R$ 2 milhões. Fred fez três viagens entre São Paulo e Minas Gerais para buscar três dos quatro lotes de R$ 500 mil prometidos por Joesley. Também foi preso assessor do Perrela, Menderson Souza Lima, foi citado na delação de Batista. 

Documentos do Ministério Público Federal (MPF) apontam a suspeita de que parte dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio foi parar na conta da Tapera, suspeita de lavar o recurso. Segundo o procurador-geral Rodrigo Janot, a empresa teria sido usada desde 2014 para falsificar a origem de dinheiro.

Janot afirmou que o tucano também usou os serviços do doleiro Gaby Toufic. Na casa dele, foram apreendidas 323 pedras preciosas, além de quatro relógios de marca. Gaby já foi condenado a sete anos de prisão por tráfico de diamantes. O doleiro “pode estar atuando na lavagem de parte dos recursos ilícitos”, diz Janot no inquérito. 

Na casa de Aécio foram encontrados 15 quadros e uma escultura. Um dos quadros tinha a inscrição “Portinari”.

Outro lado

A defesa de Zezé Perrella informou que se prepara para juntar notas e documentos que comprovem, segundo ela, que os R$ 2 milhões pedidos por Aécio ao sócio da JBS, Joesley Batista, não passaram pelos cofres da Tapera.  “Vou me sentar com o Zezé e o Gustavo (Perrella, filho do senador) para que possamos juntar as notas da Tapera e mostrar que essa acusação que estão fazendo é falsa. Toda essa documentação será apresentada para a imprensa e para a Polícia Federal”, explicou Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Zezé. As respostas dos citados nas investigações foram publicadas no jornal Hoje em Dia.

Sobre o material apreendido nos endereços da família, Kakay afirmou que “faz parte do processo e não tem nada que incrimine ninguém”. 

Antonio Velloso Neto, advogado de Mendherson Souza, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto neste momento, porque as investigações não passaram ao campo judicial. Neto solicitou um agravo regimental, pedindo a soltura de Mendherson. “Acredito que o recurso deverá ser julgado não por um único ministro, mas pelo colegiado do STF nos próximos dias”, acrescentou.

A defesa de Aécio  afirmou que não conheceos materiais mencionados. 



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