EPC terá investimentos de R$ 25 milhões em 3 anos

A Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC) receberá investimentos de R$ 25 milhões necessários à sua reestruturação; a primeira empresa pública estadual do gênero em nível nacional terá em sua programação 15% de produção de conteúdo regional e outros 10% produzidos de forma independente

EPC terá investimentos de R$ 25 milhões em 3 anos
EPC terá investimentos de R$ 25 milhões em 3 anos (Foto: EDUARDO BRAGA)
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Leonardo Lucena_PE247 – Após o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assinar um decreto no último dia 22 para a criação da Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), a novidade é que a instituição terá um Conselho de Administração, com 13 membros, sendo seis da sociedade civil, seis indicados pelo Governo do Estado e um da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). A EPC será a primeira empresa pública do gênero em nível estadual no Brasil. Por outro lado, o diretor-presidente da entidade, Guido Bianchi, informa que a empresa precisará de um investimento de R$ 25 milhões ao longo dos próximos três anos para se reestruturar. Hoje, o capital social da EPC, que é integralizado por meio de imóveis localizados nos municípios de Caruaru e Garanhuns, no Agreste, e Salgueiro e Arcoverde, no Sertão do Estado, gira em torno de R$ 3,5 milhões.

O governador Eduardo Campos afirmou que a empresa terá 15% de produção de conteúdo regional e outros 10% produzidos de forma independente em sua programação semanal. A EPC foi inspirada nos moldes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que é pública e vinculada ao Governo Federal. No caso da instituição pernambucana, a mesma será vinculada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (SECT), comandada pelo secretário Marcelino Granja (PC do B). Porém, a expectativa é a de que a empresa ganhe autonomia em relação à pasta de forma gradual.

O presidente da EBC, Nelson Breve, ressaltou a importância da criação da EPC ao Portal Observatório do Direito à Comunicação. “É a primeira experiência regional a seguir o modelo da Empresa de Comunicação pública nacional, e respeita o preceito da complementaridade entre os sistemas de radiodifusão privado, estatal e público”, declarou.

Por sua vez, Guido Bianchi deixa claro que a EPC ainda não existe na prática e passará por um período de transição. “Existe uma certa limitação decorrente dos anacronismos herdados da estrutura da TV Pernambuco, como os velhos equipamentos e o modelo antigo de administração (a TVPE era vinculada ao Departamento de Telecomunicações de Pernambuco – Detelpe)”, diz. “O núcleo (diretoria executiva) nomeado tem por objetivo pôr em andamento a implementação de fato da empresa”, acrescenta.

A EPC herdará a estrutura da TV Pernambuco e TV Golfinho, ambas do estado, uma estação de rádio e 60 repetidoras. Além de Bianchi, a diretoria da empresa será formada pelo jornalista e professor de comunicação da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Paulo Fradique, que ocupará a vice-presidência, e pelo articulador cultural e comunicador, Roger de Renor, que ficará responsável pela diretoria de programação e conteúdo mais os representantes do Conselho Administrativo.

Em entrevista ao Pernambuco 247, Paulo Fradique comentou que a participação da sociedade civil será fundamental para a EPC. “Vamos ter um nível de interatividade mais estreito. A indicação de seis representantes da sociedade civil é no sentido de estabelecer representação civil para uma empresa que vai prestar serviços públicos. É uma maneira direta do público interagir com essa empresa”, observa.

De acordo com o jornalista, a criação da EPC representa um estímulo à discussão sobre a democratização dos meios de comunicação na sociedade brasileira, que, segundo ele, precisa ser colocada em pauta com mais frequência. “Pernambuco está dando o primeiro passo para tornar este debate público uma realidade”, afirma.

 

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