Escolha sua vida financeira

A insolvência e a desorganização financeira provocam frustração pessoal, altera o foco de trabalho e acaba se tornando um fardo pesado demais para se levar

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Estamos iniciando um novo ano, um novo caminho e novas metas. Tempo de prometer, de planejar, de organizar aquilo que deixamos passar com arestas. Tempo de semear expectativas positivas, com ações e atitudes copiladas para o sucesso. Hora de finalizar o orçamento de 2012 e verificar se alcançamos nossos objetivos ou não.

Iniciamos mais uma ano com o intuito de começar quase tudo do zero, de iniciarmos uma nova vida, mas que para isso, precisamos nos desapegar de algumas atitudes que nos acompanharam no último ano. É hora de planejarmos o ano de 2013, criarmos nossas metas, nosso foco, e rascunhar o caminho a ser percorrido para chegar lá.

Foi-se o tempo que um descompasso financeiro pessoal não afetasse as suas relações sociais, não afetasse o comportamento profissional. A insolvência e a desorganização financeira provocam frustração pessoal, altera o foco de trabalho e acaba se tornando um fardo pesado demais para se levar.

O acesso crescente à informação aumenta gradativamente, o que leva-nos a ficar expostos a um emaranhado de números, textos e interpretações que podem confundir nossa capacidade de percepção, e assim embaralhar o que é correto ou o que está mais próximo de nossos objetivos financeiros. O grande ganho é se soubermos separar e aproveitar esta crescente fonte de informação como aliado para o crescimento profissional.

Assim, milhares de dados e informações econômico-financeiras são despejadas sobre nossas mentes, criando dúvidas sobre o que é mais rentável ou o que é mero oportunismo. Se o que escolhermos é fruto de um investimento ou consequência de especulação.

O fato é que, com 2013 começando, é extremamente oportuno ponderarmos o que fizemos em nossas finanças ao longo de 2012. Devemos realizar de fato um balanço econômico e mensurar aquilo que precisa ser melhorado. Observar se aquele investimento que prometia rendimento extraordinário realmente internalizou os resultados esperados. Observar se alocamos bem nossos recursos, ou se nos perdemos em compras desnecessárias. Precisamos analisar o nosso histórico financeiro para traçarmos os próximos passos, porém, sem amarração cega ao passado.

Rejeito aquele pensamento de que, se sempre fiz tal coisa de um mesmo jeito, devo permanecer neste até o final, até porque, sempre foi feito assim. Isso se refere às opções de investimento pela qual tivemos o ano de 2012.

Para 2013, acredito que as opções de investimento serão maiores e melhores, principalmente porque os bancos deverão abrir um leque de produtos financeiros mais atraentes que os atuais, além de um reposicionamento estratégico na captação de cliente com qualidade de "encarteiramento" e prospecção de compradores de produtos mais rentáveis.

Chegamos ao final do ciclo da renda fixa pura e simples, pois nossas taxas de juros caíram, e a boa e velha poupança não reina absoluta como forma de investimento seguro e líquido. Os bancos precisam melhorar suas margens operacionais, ganhar eficiência produtiva e brigar no mercado pelos melhores clientes. Ganhar dinheiro apenas com as altas taxas de juros não garante de forma isolada os grandes resultados do passado.

Ampliar as linhas de investimento para letras financeiras, para fundos de investimentos imobiliários e a comercialização de debêntures junto às pessoas físicas estão ficando mais ligadas no dia a dia. Novos produtos financeiros serão oferecidos aos clientes potenciais.

Tudo isso sob uma importante fiscalização do Banco Central, e por isso reitero a necessidade de mantermos a confiança em nossas instituições como guardiãs do pleno funcionamento do sistema financeiro.

Sobre esta democratização de alguns produtos financeiros, significa dizer que haverá uma complexidade de novos negócios que captará mais clientes da base da pirâmide para o topo das oportunidades. Reitero que há um processo de redefinição das estratégias bancárias.

O governo, em sua ascendente interferência na economia, aplacará todas as suas forças para ampliar o comércio dos títulos públicos, mais comumente conhecidos como Tesouro Direto. Com a redução dos custos de operação, eles se tornarão mais atraentes dependendo do caminhar da economia do que a poupança, com a mesma segurança, liquidez e acessibilidade. Há um objetivo no governo federal de fortalecer o comércio de títulos de dívida no mercado doméstico.

Caberá às instituições bancárias conseguirem conscientizar os poupadores brasileiros a canalizarem seus recursos a estas fontes de rendimentos. Ainda no rol de possibilidade, as tarifas bancárias tenderão a seguir o caminho do capital, o que significa dizer na prática que aqueles clientes mais rentáveis aos bancos, com títulos de previdência, capitalização e seguros tendem a receber maiores descontos em seu pacote e terão atendimento personalizado. É o caminho natural.

Seguros e previdência privada continuarão a seguir suas rotas de crescimento. A inclusão bancária e agora a elevação da renda favorecem e são partes da conscientização da educação financeira. O planejar financeiro é necessário, e cada dia mais se mostra próximo aos clientes.

Para quem precisa tomar crédito para empreender ou para saldar problemas, um novo ano sempre possibilita opções de renegociação, e com novas formas de pagamento. Assim, vale a pena se organizar e manter sua vida sadia financeiramente, sem constrangimentos e sem restrições.

Os empreendedores terão linhas de financiamento mais atrativas, e com certeza o acesso ao crédito para constituição de empresas será facilitado pelo governo federal e por conseguinte pelos agentes financeiros da iniciativa privada. Considere sempre o apoio de entidades como SEBRAE na constituição de seu negócio.

Observe o setor de franquias como opção de reduzir margens de erro e ampliar a probabilidade de sucesso nos novos empreendimentos. Busque redes com sólidos conhecimentos e bom relacionamento com franqueados, sem histórico de litígios.

A principal regra na escolha de empreender é buscar algo em que se tenha uma verdadeira paixão. Por mais demagógico ou datado que possa parecer tal discurso, esta é a mais absoluta verdade. Trabalhar naquilo em que se não gosta, não deseja, traz resultados adversos ao esperado, gera expectativas negativas e os ganhos financeiros que talvez sejam aferidos jamais suprirão o tempo dedicado a construção de algo para não se orgulhar.

Enfim, um novo ano possibilita um rol de oportunidades, cabendo a cada um seguir seu caminho. A partir deste ano, seguindo alguns pedidos recebidos via email, pelo menos uma vez ao mês, indicarei livros para leitura para àqueles que buscam textos na área econômica. Todos os livros indicados aqui serão livros que já li e não possuem objetivo comercial. O primeiro livro é o "Investidor Inteligente", de Benjamin Graham.

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