Estado corta ICMS para atrair grandes redes do setor eletrônico

O corte na alíquota de 17% para 2%, em vigor desde 11 de dezembro último, visa atrair ao menos três centros de distribuição de lojas virtuais e arrecadar R$ 40 milhões ao ano; a B2W será a primeira a instalar um centro de distribuição — no caso, da Americanas.com, investindo R$ 50 milhões; a Saraiva também montará unidade na Bahia e o governo negocia ainda com Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar

O corte na alíquota de 17% para 2%, em vigor desde 11 de dezembro último, visa atrair ao menos três centros de distribuição de lojas virtuais e arrecadar R$ 40 milhões ao ano; a B2W será a primeira a instalar um centro de distribuição — no caso, da Americanas.com, investindo R$ 50 milhões; a Saraiva também montará unidade na Bahia e o governo negocia ainda com Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar
O corte na alíquota de 17% para 2%, em vigor desde 11 de dezembro último, visa atrair ao menos três centros de distribuição de lojas virtuais e arrecadar R$ 40 milhões ao ano; a B2W será a primeira a instalar um centro de distribuição — no caso, da Americanas.com, investindo R$ 50 milhões; a Saraiva também montará unidade na Bahia e o governo negocia ainda com Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - O corte na alíquota de 17% para 2% na Bahia, em vigor desde 11 de dezembro último, visa atrair ao menos três centros de distribuição de lojas virtuais e arrecadar R$ 40 milhões ao ano. Gigante do setor, a B2W será a primeira a instalar um centro de distribuição — no caso, da Americanas.com, investindo R$ 50 milhões.

A Saraiva também irá montar unidade na Bahia, e o governo negocia com o Ponto Frio, do Grupo Pão de Açúcar. Antes da Bahia, Tocantins (desde 2008) e Espírito Santo (desde 2012) adotaram reduções fiscais no setor.

O ICMS do e-commerce deve ter movimentado R$ 30 bilhões no país em 2013. No formato atual, os Estados de origem dos produtos ficam com 100% do ICMS, não importando o destino dos itens.

A fórmula desagrada Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que não têm centros de distribuição. Os estados discutem no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) há anos, sem consenso.

"A situação é um crime contra os menos industrializados. Precisamos de um denominador comum", diz o governador Jaques Wagner (PT).

Especialista em comércio eletrônico, o advogado André Portella estima que a redução fiscal na Bahia possa acarretar preços mais baixos. O efeito colateral, afirma, virá em condições tributárias desfavoráveis para lojas físicas, que não contam com o incentivo.

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