Estado e prefeitura vão zerar cirurgias no HGG

Secretários de Saúde do Estado e de Goiânia lançam na manhã desta segunda-feira a ação “Sua Vez”, que deve acabar com a espera de mais de 3 mil usuários que aguardam por uma cirurgia eletiva na unidade; mais de três mil pacientes devem ser atendidos em quatro meses pelo hospital, que atualmente é gerido pelo Idtech, organização social contratada pelo governo estadual

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Goiás247_ Nesta segunda-feira, 25, será lançada a ação “Sua Vez”, para agilizar as filas de cirurgias eletivas em Goiás. No Hospital Alberto Rassi – HGG, a proposta é zerar a fila de espera. Mais de três mil pacientes devem ter seus procedimentos realizados em até quatro meses. Para isso, as secretarias de Saúde de Goiânia e do Estado e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) se uniram para que, de forma coordenada, estes usuários sejam operados não só no HGG como também na rede conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O lançamento é comandado pelos secretários de Saúde do Estado, Antônio Faleiros, e do município de Goiânia, Fernando Machado.

O contato com os usuários que aguardam por uma cirurgia na fila de espera do HGG já começou. Uma parte será operada em hospitais privados que possuem convênio pelo SUS e outra pelo próprio Hospital Alberto Rassi. O encaminhamento destes pacientes será em parceria com o Complexo Regulador, que distribuirá as demandas e avisará os usuários sobre o encaminhamento.

“O município de Goiânia, por ser gestor pleno do SUS, tem a responsabilidade de fazer os encaminhamentos dos serviços de saúde. Portanto, essa parceria foi fundamental para que conseguíssemos viabilizar a ação que reduzirá o tempo de espera das cirurgias eletivas do HGG”, disse o coordenador de Regulação Assistencial do Idtech, Rafael Nakamura.

Considerando média mensal de 350 cirurgias realizadas atualmente, se não fosse incluído mais nenhum usuário na fila, o HGG gastaria mais de um ano para operar os 3.395 pacientes. “A solução do problema destas pessoas não depende apenas do Hospital, cuja capacidade de atendimento é limitada pelo seu porte, pelo seu espaço físico e pelo número de integrantes do corpo clínico”, observa o diretor-geral do HGG, André Braga.

Importante frisar que os pacientes encaminhados inicialmente para o HGG não ficarão sem o respaldo da instituição. O Idtech montou uma Central de Relacionamento com o Usuário, para que todas as informações sejam repassadas de forma clara. “Vamos entrar em contato para orientá-los e também para conferir se a cirurgia foi realizada ou não”, disse o coordenador Rafael Nakamura. Caso o prestador não realize a cirurgia em até 90 dias, o usuário poderá reclamar para a Central.

A especialidade com maior demanda é de ortopedia (1.025), seguida por cirurgia plástica (580) e urologia (499). O usuário terá a garantia do HGG e da Secretaria Municipal de Saúde de que sua Autorização de Internação Hospitalar (AIH) será encaminhada a um prestador para a realização da cirurgia em até 90 dias. O pós-operatório e a reabilitação do paciente ficará a cargo da unidade hospitalar onde fará o procedimento. “É uma forma de melhorar a assistência deste usuário, que não terá de trocar de médico e consequentemente mudar o tratamento”, explica Nakamura.

Ao assumir o Hospital Alberto Rassi – HGG, o Idtech reorganizou as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs). Foi produzido um banco de dados e estruturada uma central telefônica para realizar as ligações por data de emissão das guias (ordem cronológica). Dez agentes de atendimento realizaram as chamadas entre 7 às 19 horas, de segunda a sexta-feira. Eram feitas três tentativas de localização do paciente em dias e horários alternados e intervalos de 24 horas entre uma e outra ligação. Números inexistentes ficaram registrados.

“O objetivo desta checagem foi verificar quais pacientes ainda aguardam por cirurgias, pois existiam AIHs muito antigas e alguns pacientes, por exemplo, já tinham sido operados ou tinham se mudado”, observa o gerente do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGG, Daniel Régis Ribeiro de Oliveira. Apurados os cadastros ativos, de pacientes que continuam aguardando pelas cirurgias, os cadastros inativos estão armazenados em um arquivo a parte que poderá ser acessado caso os pacientes procurem o Hospital. “Esses cadastros poderão ser reativados a qualquer tempo, desde que o paciente seja localizado.” (Com texto de Iris Bertoncini, do Idetech)

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