Estado Islâmico ameaça Neymar e Messi em novo cartaz

Neymar e Lionel Messi são alvos de uma campanha do Estado Islâmico contra a Copa de 2018, na Rússia; divulgado pela Wafa Media Foundation, que apoia o EI, o pôster mostra um terrorista que segura Neymar, de joelhos e com as mãos atadas, segurando uma bandeira do grupo extremista, enquanto Messi aparece executado; a divulgação midiática acontece após tropas governamentais e forças paramilitares expulsaram o Estado Islâmico de mais de 90% das áreas que dominavam no Iraque e na Síria

Messi e Neymar comemoram gol do Barcelona contra o Atlético de Madri. 12/09/2016 REUTERS/Javier Barbancho
Messi e Neymar comemoram gol do Barcelona contra o Atlético de Madri. 12/09/2016 REUTERS/Javier Barbancho (Foto: Charles Nisz)

247 - Os jogadores Neymar e Lionel Messi são alvos do Estado Islâmico (EI), numa ameaça à Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Divulgado pela Wafa Media Foundation, que apoia o EI, o pôster mostra um terrorista que segura Neymar, de joelhos e com as mãos atadas, segurando uma bandeira do grupo extremista, enquanto Messi aparece executado. O novo cartaz foi divulgado dias após os jihadistas da Wafa Media Foundation  divulgarem uma imagem de Messi com um dos olhos sangrando, vestindo uma roupa de presidiário com seu nome escrito.

A organização divulgou outras imagens na campanha contra a Copa. Há duas semanas, um outro pôster mostrava o símbolo da Copa do Mundo ao lado de um homem com uma máscara, onde estava escrito: "Espere por nós." Em uma outra ameaça, a Wafa divulgou um pôster que mostrava um jihadista observando o estádio Luzhniki, em Moscou, com a frase: “Inimigos de Alá na Rússia, juro que o fogo dos mujahedins queimará vocês. Aguardem.”

Essa divulgação midiática acontece após tropas governamentais e forças paramilitares expulsaram o Estado Islâmico de mais de 90% das áreas que dominavam. As tropas posicionadas ao redor da cidade de al-Qaim avançavam em "quatro frentes: leste, sul, sudeste da cidade e a partir da província de Nínive. De acordo com a ONG Norwegian Refugee Council (NRC), mais de 10 mil civis fugiram da região de al-Qaim e chegaram aos campos de deslocados da região de Ramadi desde o início do mês.

O Estado Islâmico (EI) vem sofrendo grandes derrotas, como a perda das duas capitais de seu autoentitulado califado, e, com isso, ao menos 5.600 combatentes do grupo de 33 nacionalidades, e suas mulheres e filhos, voltaram aos seus países de origem. A lista de estrangeiros que foram lutar na Síria e no Iraque pelo é encabeçada pela Rússia, que recebeu de volta 400 jihadistas dos 3.417 deixaram o país, seguida da Arábia Saudita, com 760 retornos dentre 3.244 saídas. A Jordânia vem em terceiro lugar, com 250 repatriados de 3 mil que saíram, a Tunísia, com 800 voltas de 2.926 e França de 271 de 1910. 

No dia 17 de outubro, a aliança de combatentes curdos e árabes apoiada pelos Estados Unidos retomou Raqqa, a capital do Estado Islâmico na Síria, onde dezenas de jihadistas estrangeiros estavam entrincheirados. Grande parte da cidade foi devastada pelos ataques aéreos liderados pelos americanos que mataram 3.250 pessoas - sendo 1.130 civis - nos últimos cinco meses.  Ao todo, cerca de 270 mil moradores foram deslocados pelos combates e milhares de casas foram destruídas.

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