“Eu vi a cara da morte”, diz prefeito de Manaus, infectado por coronavírus

Ao relatar o sofrimento de enfrentar a Covid-19, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, afirmou que a doença "ataca cada vítima de um jeito". "Eu vi a cara da morte", disse ele, que também criticou a agenda ambiental do governo Jair Bolsonaro

Arthur Virgílio
Arthur Virgílio (Foto: Divulgação)
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247 - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, falou sobre suas angústias, depois de enfrentar o coronavírus com sintomas fortes e ver a sua cidade como epicentro da pandemia no Brasil. De acordo com o chefe do Executivo municipal, a Covid-19 é "um inimigo surpreendente, que ataca cada vítima de um jeito e não se sabe realmente muito sobre o pós, em termos de consequências e mesmo de sequelas". "Eu vi a cara da morte", afirmou ele à coluna de Matheus Leitão, em Veja

"Malho todos os dias e trilhei rota delicada no início. Assim como pessoas obesas, cheias de comorbidades, muitas delas passaram aparentemente incólumes por um perigo real", acrescentou.

Na entrevista, Virgílio relatou preocupação com os índios. "Os indígenas estão indefesos, à mercê de números tortos e dificilmente fidedignos. A questão indígena levará o Brasil e seu presidente à Corte de Haia. Perder um índio é perder parte da história milenar", continuou.

O prefeito disse que a lição deixada pela Covid-19 é que ela deve ser levada a sério antes, durante e depois. "E não é o que estou vendo. A verdade, é que vi a cara da morte e ela estava morta… Felizmente".

O prefeito aproveitou para criticar o governo Jair Bolsonaro e disse que política ambiental da atual gestão é "anticientífica e desumana". "Tratar a questão admitindo garimpo, grilagem, falando em agronegócio no coração da floresta… É expor o Brasil ao desprestígio internacional e os produtos made in Brazil ao boicote, sobretudo na Europa… E não só lá", complementou.

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