Ex-governadores do Tocantins são alvo de ação da PF

O ex-governador do Tocantins Sandoval Lobo Cardoso (2014 - 2015), do Solidariedade, teve mandado de prisão temporária expedido pela Justiça Federal na manhã desta quinta-feira, 13, na operação Ápia da Polícia Federal; outro ex-governador, Siqueira Campos (2011 - 2014), do PSDB, foi levado coercitivamente para depor na ação, que tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuou no Tocantins fraudando licitações públicas de R$ 1,2 bilhão e execuções de contratos em rodovias

Ex-governadores do Tocantins são alvo de ação da PF
Ex-governadores do Tocantins são alvo de ação da PF

Tocantins 247 - O ex-governador do Tocantins Sandoval Lobo Cardoso (2014 - 2015), do Solidariedade, teve mandado de prisão temporária expedido na manhã desta quinta (13) na operação Ápia da Polícia Federal. A ação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuou no Tocantins fraudando licitações públicas e execuções de contratos administrativos na área de terraplanagem e pavimentação de rodovias estaduais. 

Outro ex-governador, Siqueira Campos (2011 - 2014), do PSDB, foi levado coercitivamente para depor. Entre os alvos de busca está a secretaria de infraestrutura do Tocantins, a Seinfra, diz reportagem da Folha de S.Paulo. "Segundo a PF, a investigação apontou um esquema de direcionamento de concorrências envolvendo órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos no Tocantins em 2013 e 2014.

Os mandados de prisão temporária, pelo prazo de cinco dias, foram expedidos contra: Sandoval Lobo Cardoso, Círio Caetano da Silva, Ramilson Ferreira de Oliveira, Renilda Martins Rezende, Alvicto Ozores "Kaká" Nogueira, Pedro Olímpio Pereira Furtado Neto, Donizeth de Oliveira Veloso, Luciano Nogueira Bertazzi Sobrinho, Valdemiro Teixeira Aguiar, Bruno Marques Roche, Estemir de Souza Pereira, Murilo Coury Cardoso, Francisco Antélius Servulo Vaz, Rossine Aires Guimarães, Jairo Arantes, Luciene da Silva Oliveira, Marcos Vinícius Lima Ribeiro, Wilmar Oliveira Bastos, Humberto Siqueira Nogueira, Renato Hollunder e Geraldo Magela Batista de Araújo.

Essas obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado, por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor total de cerca de R$1,2 bilhão. Os recursos adquiridos tiveram a União como garantidora da dívida. 

Em outra situação, a perícia demonstrou que para a realização de determinadas obras, nos termos do contrato celebrado, seria necessário o emprego de mão de obra 24 horas por dia, ininterruptamente, o que, além de mais oneroso, seria inviável do ponto de vista prático.

Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos gire em torno de 25% dos valores das obras contratadas, o que representa cerca de R$ 200 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de formação de cartel, desvio de finalidade dos empréstimos bancários adquiridos, além de peculato, fraudes à licitação, fraude na execução de contrato administrativo e associação criminosa. Somadas as penas podem ultrapassar 30 anos."

Segundo o Estado de S.Paulo, "na decisão judicial que autorizou as ações, o Ministério Público Federal menciona o fato de na eleição de 2014, José Wilson Siqueira Campos ter renunciado ao governo para eleger o filho, Eduardo Siqueira Campos, deputado estadual. A campanha deste último teria se beneficiado de doações eleitorais das empresas investigadas na Operação Ápia; assim como as candidaturas de Sandoval e de Eduardo  Gomes, que disputaram, sem sucesso, no mesmo ano para governador e senador. Eduardo Siqueira Campos foi eleito e, por ter prerrogativa de foro, não é alvo, neste momento, da operação."

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247