Ex-presidente da Siemens deixa prefeitura de Minas

Adilson Primo pediu demissão da Prefeitura Itajubá, no sul do Estado, onde ocupava o cargo de secretário municipal de Coordenação Geral; segundo o próprio Executivo municipal, o dirigente informou que a atração da imprensa pela sua atuação estava dificultando a gestão do prefeito Rodrigo Riera (PMDB), em seu primeiro mandato; Primo presidiu a Siemens do Brasil, alvo de denúncias de cartel e superfaturamento de obras em trens, entre 2001 e 2011

Adilson Primo pediu demissão da Prefeitura Itajubá, no sul do Estado, onde ocupava o cargo de secretário municipal de Coordenação Geral; segundo o próprio Executivo municipal, o dirigente informou que a atração da imprensa pela sua atuação estava dificultando a gestão do prefeito Rodrigo Riera (PMDB), em seu primeiro mandato; Primo presidiu a Siemens do Brasil, alvo de denúncias de cartel e superfaturamento de obras em trens, entre 2001 e 2011
Adilson Primo pediu demissão da Prefeitura Itajubá, no sul do Estado, onde ocupava o cargo de secretário municipal de Coordenação Geral; segundo o próprio Executivo municipal, o dirigente informou que a atração da imprensa pela sua atuação estava dificultando a gestão do prefeito Rodrigo Riera (PMDB), em seu primeiro mandato; Primo presidiu a Siemens do Brasil, alvo de denúncias de cartel e superfaturamento de obras em trens, entre 2001 e 2011 (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 – O ex-presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, pediu demissão nesta terça-feira (20) da Prefeitura Itajubá, no sul de Minas Gerais, onde ocupava o cargo de Secretário municipal de Coordenação Geral. De acordo com o próprio Executivo municipal, o dirigente informou que a atração da imprensa pela sua atuação estava dificultando a gestão do prefeito Rodrigo Riera (PMDB), em seu primeiro mandato.

Primo esteve à frente da Siemens entre 2001 e 2011. O dirigente voltou a ser alvo da imprensa após uma avalanche de informações dando conta de que a empresa teria atuado na formação de cartel com concorrentes em contratos de metrô no governo de São Paulo, entre 1998 e 2007. Além disso, a Siemens teria pago propina para funcionários dos governos do PSDB neste período. Diante deste quadro, Primo negou que tenha participado das práticas ilegais, na semana passada, em depoimento no Ministério Público de São Paulo.

Segundo informações do jornal Valor Econômico, após a demissão de Primo, em 2011, a Siemens justificou a decisão ao alegar a "descoberta de uma grave contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional". O ex-dirigente trabalhava como secretário municipal desde março, quando o prefeito Riera criou o cargo. Também ao Valor, o gestor informou que o secretário vinha ajudando na captação de recursos e na atração de empresas para o município.

Curiosamente, desde o início deste mês, boatos davam conta de que o prefeito é quem havia demitido o secretário. "Nós estamos ansiosos porque é uma pessoa que passou a ser do convívio de todo mundo diariamente. Eu troco ideias (com ele), todos os secretários (o fazem). Somos uma família aqui dentro", afirmou Riera, em referência ao noticiário sobre a Siemens.

 

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