Exportações em abril batem recorde e crescem 24%

Números da exportação atingem US$ 690,038 milhões e tem salto de 24,7% em relação a março; é o maior valor já registrado para o mês de abril no histórico do Estado. Secretário Alexandre Baldy afirma que o saldo comercial obtido por Goiás está influenciando direta e positivamente a balança comercial brasileira. Importações somaram US$ 470,149 milhões, gerando saldo de US$ 219,889 milhões

Exportações em abril batem recorde e crescem 24%
Exportações em abril batem recorde e crescem 24%

Goiás 247_ As exportações goianas deram um salto no mês de abril ao registrar a marca de US$ 690,038 milhões, uma evolução de 24,77% em relação ao mês anterior e de 22,20% sobre abril do ano passado. É o maior valor já registrado para o mês no histórico das exportações goianas. As importações somaram US$ 470,149 milhões, gerando saldo (superávit) de US$ 219,889 milhões. Este saldo representa um incremento de 61,85%, se comparado com o mesmo mês do ano passado. No mesmo período, o saldo das exportações brasileiras apresentou saldo negativo (déficit) de US$ 1 bilhão.

O secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Baldy, destaca o excelente momento da economia goiana: “a força da nossa produção continua firme e forte. As estatísticas demonstram que o saldo comercial obtido por Goiás está influenciando direta e positivamente a balança comercial brasileira”. Ele lembra que o Estado participou com 3,35% nas exportações brasileiras contra 2,89% do ano passado.

Os produtos que mais se destacaram nas vendas goianas para o mercado externo foram o complexo da soja (grãos, bagaços e óleo), com 52,4% do total, seguido das carnes (bovinas, aves e suínas), 19,90%; sulfeto de cobre, 9,2%; ferroligas, 5,8%; couros e derivados, 3,7%; açúcar, 1,9%; amianto, 1,4%; outros produtos de origem animal, 1,1%; preparações alimentícias, 1,1%; milho, 1,0%; gelatina e seus derivados, veículos, máquinas e equipamentos mecânicos e elétricos, vermiculita, glicerol em bruto, algodão, café, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos.

Os principais mercados que receberam esses produtos foram a China, que comprou 43,16%% do total. Em seguida, aparece a Holanda (7,94%), Rússia (6,57%), Índia (6,10%), Bulgária(4,33%), Hong Kong (3,89%), Japão (2,60%), Alemanha (2,40%), Itália (1,52%), Emirados Árabes Unidos (1,47%).

Os principais produtos importados por Goiás foram, pela ordem, veículos automóveis, tratores e suas partes (32,27%); produtos farmacêuticos (22,76%); caldeiras, máquinas, aparelhos, e instrumentos mecânicos (11,94%); adubos ou fertilizantes (9,90%); produtos químicos orgânicos (4,67%), plásticos e suas obras (3,10%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes (2,85%); instrumentos de aparelhos de óptica e fotografia (2,07%); borrachas e suas obras e obras (1,20%); e enxofre (1,17%). As mercadorias são originárias, principalmente, da Coreia do Sul, Alemanha, Japão, Estados Unidos, Tailândia, Chile, China, Canadá, Países Baixos (Holanda) e Suíça.


Quadrimestre

No ano, de janeiro a abril, as exportações chegaram a US$ 2,060 bilhões, um crescimento de 5,08% ante o mesmo período do ano passado. As importações evoluíram 5,52%, atingindo a marca de US$ 1,721 bilhão. Com isso, o saldo está acumulado em US$ 339,150 milhões.

No mesmo período, as exportações brasileiras recuaram 4,26% e as importações cresceram 15,59%. O resultado proporcionou ao Brasil um saldo negativo de US$ 6,150 bilhões, o pior já registrado para o período desde o início da série histórica, compilada a partir de 1993.

De acordo com o secretário, as exportações goianas, alguns anos atrás, não significavam praticamente nada no universo das exportações brasileiras. Hoje, afirma, o superávit goiano é um dos principais fatores que amenizam o déficit comercial brasileiro.

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