Fábrica de amônia em Minas deve virar elefante branco

Com 34,6% das obras concluídas, a fábrica de amônia (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados – UFN-V) que seria construída em Uberaba, no Triângulo Mineiro, não deve ser concluída; após investir R$ 649 milhões, a Petrobras, dona das obras, desistiu do empreendimento e colocou à venda maquinários e peças que seriam usadas na produção da amônia, principal insumo de fertilizante; a fábrica tiraria do Brasil a dependência de importar fertilizantes

Com 34,6% das obras concluídas, a fábrica de amônia (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados – UFN-V) que seria construída em Uberaba, no Triângulo Mineiro, não deve ser concluída; após investir R$ 649 milhões, a Petrobras, dona das obras, desistiu do empreendimento e colocou à venda maquinários e peças que seriam usadas na produção da amônia, principal insumo de fertilizante; a fábrica tiraria do Brasil a dependência de importar fertilizantes
Com 34,6% das obras concluídas, a fábrica de amônia (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados – UFN-V) que seria construída em Uberaba, no Triângulo Mineiro, não deve ser concluída; após investir R$ 649 milhões, a Petrobras, dona das obras, desistiu do empreendimento e colocou à venda maquinários e peças que seriam usadas na produção da amônia, principal insumo de fertilizante; a fábrica tiraria do Brasil a dependência de importar fertilizantes (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - Com 34,6% das obras concluídas, a fábrica de amônia (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados – UFN-V) que seria construída em Uberaba, no Triângulo Mineiro, não deve sair do papel. Após investir R$ 649 milhões, a Petrobras, dona das obras, desistiu do empreendimento e colocou à venda maquinários e peças que seriam usadas na produção da amônia, principal insumo de fertilizante. A fábrica tiraria do Brasil a dependência de importar fertilizantes. “Estima-se que o equipamento será vendido 25% mais barato do que o valor comprado”, afirma o prefeito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB). 

O dinheiro destinado às obras será perdido, caso haja o desmonte da planta. De acordo com o procurador da República em Uberaba, Thales Messias Pires Cardoso, “a preocupação do MPF é saber como o dinheiro gasto até agora voltará para os cofres públicos. A dúvida é se não haverá desperdício do dinheiro público, o que não pode acontecer”. Os relatos foram publicados no Hoje em Dia.

O procurador também pretende investigar a possibilidade de venda de equipamentos comprados pela Petrobras, que ainda não chegaram no Brasil. Eles teriam sido repassados a compradores, sem serem incluídos no certame.

Segundo o prefeito de Uberaba, o ideal seria que a planta fosse oferecida à iniciativa privada“Nós queremos que a planta de Uberaba entre neste pacote. Sabemos que a empresa não vai operá-la, mas queremos que o negócio vá adiante”, diz o prefeito. Ele ressalta que 4,7 mil empregos seriam gerados na construção da fábrica. Outros 270 seriam mantidos quando ela começasse a operar, em 2017.

 

 



 

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