Facções criminosas dominam presídios de Goiás, diz secretário

O secretário Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, afirmou que os presídios estaduais são comandados por facções criminosas; Balestreri disse que o Estado possui 143 presídios, o que resulta em dificuldades para dividir de forma adequada o número de agentes penitenciários necessários para atender ao sistema; "Essas facções dominam os presídios do país inteiro, inclusive o de Goiás", disse; "Todas as rebeliões e crises que temos dentro dos presídios do país, sem dúvidas, são produzidas por disputa de negócios entre as facções", completou

Secretário de Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri
Secretário de Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri (Foto: Paulo Emílio)

Goiás 247 - O secretário Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, afirmou que os presídios estaduais são comandados por facções criminosas; Balestreri disse em entrevista à GloboNews que o Estado possui 143 presídios, o que resulta em dificuldades para dividir de forma adequada o número de agentes penitenciários necessários para atender ao sistema; "Essas facções dominam os presídios do país inteiro, inclusive o de Goiás", disse; "Todas as rebeliões e crises que temos dentro dos presídios do país, sem dúvidas, são produzidas por disputa de negócios entre as facções", disse Balestreri.

Declaração do secretário foi feita poucos dias após uma rebelião deixar 9 detentos mortos em uma unidade do regime semiaberto em Aparecida de Goiânia. Ainda segundo ele, apenas 5 agentes penitenciários estavam de plantão – tomando conta de 768 detentos - no dia do motim.

"Já estamos tomando medidas. Em 2017, já aumentamos em 103% o número de agentes prisionais, o que não é suficiente. Mas porquê temos tão poucos agentes prisionais em Goiás? Porque nós temos no estado 143 presídios. Aprovamos uma nova lei que transfere ao estado a "gestão da vaga". Antes, cada município tinha um juiz que decidia sobre a transferência dos presos, não podíamos transferir um preso de grande periculosidade porque não tínhamos a "gestão da vaga". Essa nova lei nos dará chance de diminuir nossa malha prisional. Em época de natal e ano novo, nem oferecendo hora-extra a gente consegue convencer os agentes prisionais a trabalharem. Mas já começamos a chamada de 1600 agentes, não porque tivemos crise, pois já estava sob gestão há mais de três meses. Hoje (quarta-feira) publicamos a chamada de 1600 temporários, que em um ano serão substituídos por 1600 permanentes e de carreira", assegurou Balestreri.

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