Facebook não protege seus moderadores de trauma mental, afirma processo

Os moderadores do Facebook sob contrato são “bombardeados” com “milhares de vídeos, imagens e transmissões ao vivo de abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato”, diz o processo.

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(Reuters) - Uma ex-funcionária do Facebook entrou com uma ação contra a empresa, alegando que os moderadores de conteúdo que enfrentam trauma mental após rever imagens angustiantes na plataforma não estão sendo devidamente protegidos pela gigante das redes sociais.

Os moderadores do Facebook sob contrato são “bombardeados” com “milhares de vídeos, imagens e transmissões ao vivo de abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato”, diz o processo.

O Facebook não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

“O Facebook está ignorando seu dever de fornecer um local de trabalho seguro e criando uma porta giratória de funcionários que estão irreparavelmente traumatizados pelo que presenciaram no trabalho”, disse Korey Nelson, advogado da ex-funcionária Selena Scola, em comunicado nesta segunda-feira.

A firma de Nelson está buscando uma ação coletiva para o processo.

Scola trabalhou nos escritórios do Facebook em Menlo Park e Mountain View, na Califórnia, por nove meses desde junho do ano passado, sob contrato de uma empresa de RH sediada na Flórida.

Reportagem de Munsif Vengattil

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