Falta de manutenção amplia riscos de acidentes em trens da CPTM

Deputado estadual José Américo (PT-SP) entrou com representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Bento Gonçalves, devido à falta de manutenção nos trilhos e trens de passageiros, que agravam a possibilidade de ocorrência de acidente; Américo afirma que, em 2016, o governo Alckmin cortou quase R$ 500 milhões em verbas para a manutenção dos trilhos e trens da CPTM. "Essa irresponsabilidade precisa ter um fim, senão vamos ter tragédias em São Paulo", disse

Deputado estadual José Américo (PT-SP) entrou com representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Bento Gonçalves, devido à falta de manutenção nos trilhos e trens de passageiros, que agravam a possibilidade de ocorrência de acidente; Américo afirma que, em 2016, o governo Alckmin cortou quase R$ 500 milhões em verbas para a manutenção dos trilhos e trens da CPTM. "Essa irresponsabilidade precisa ter um fim, senão vamos ter tragédias em São Paulo", disse
Deputado estadual José Américo (PT-SP) entrou com representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Bento Gonçalves, devido à falta de manutenção nos trilhos e trens de passageiros, que agravam a possibilidade de ocorrência de acidente; Américo afirma que, em 2016, o governo Alckmin cortou quase R$ 500 milhões em verbas para a manutenção dos trilhos e trens da CPTM. "Essa irresponsabilidade precisa ter um fim, senão vamos ter tragédias em São Paulo", disse (Foto: Paulo Emílio)

Rede Brasil AtualO deputado estadual José Américo (PT-SP) entrou nesta segunda-feira (28) com representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Bento Gonçalves, devido à falta de manutenção nos trilhos e trens de passageiros, que agravam a possibilidade de ocorrência de acidentes.

Segundo o deputado, as falhas na circulação dos trens são frequentes nos últimos dois anos, mas vem se agravando em 2017. Ele conta que visitou diversas linhas e constatou o mais grave cenário na linha 7-Rubi, em especial no trecho final entre as estações Baltazar Fidélis e Jundiaí, "em que o trem simplesmente dança nos trilhos", devido a um desalinhamento.

Esse é o trecho em que ocorreu o descarrilamento de cinco locomotivas de carga, em meados de agosto. Segundo Américo, o risco de descarrilamento é maior nos trens de carga por causa do peso, mas não afasta a possibilidade de o mesmo problema ocorrer com os trens de passageiros.

Américo afirmou que, em 2016, o governo Alckmin cortou quase R$ 500 milhões em verbas para a manutenção dos trilhos e trens da CPTM. "Essa irresponsabilidade precisa ter um fim, senão vamos ter tragédias em São Paulo", afirmou o deputado à Rádio Brasil Atual nesta quarta-feira (30).

Para Américo, com investimentos adequados em manutenção e gestão, a CPTM, que hoje transporta cerca de 3 milhões de passageiros por dia, poderia praticamente dobrar esse número, desafogando o Metrô e até mesmo os ônibus da região metropolitana de São Paulo.

Além dos problemas de gestão, o deputado José Américo cobra investigações sobre casos de corrupção. Em julho, o MPE denunciou à Justiça cinco contratos firmados pela CPTM que teriam acarretado desvios de até R$ 500 milhões. Ele deve ser reunir, ainda nesta quarta-feira, para cobrar do procurador-geral do estado, Gianpaolo Smanio, para cobrar celeridade no andamento desses processos.

O deputado afirma, ainda, que a base do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) atua para barrar a apuração dos problemas de má gestão e corrupção que atingem a CPTM. Américo, que é presidente da comissão de Infraestrutura da Alesp, conta que tenta, há semanas, convocar para esclarecimento o presidente da companhia, mas as reuniões da comissão não se realizam por falta de quórum.

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