Fãs lotam estádio e celebram eternos campeões da Chapecoense

Centenas de fãs vestidos com as cores verde e branco do clube se reuniram no estádio desde a manhã de terça-feira, e permaneceram grandes grupos nas arquibancadas até o final da tarde; Um cartaz resumia, nas letras de uma criança, a meteórica ascensão da equipe, que passou da Série D para a elite do futebol brasileiro em seis anos; "Não cansou de subir e agora está no céu", dizia; vídeo

Centenas de fãs vestidos com as cores verde e branco do clube se reuniram no estádio desde a manhã de terça-feira, e permaneceram grandes grupos nas arquibancadas até o final da tarde; Um cartaz resumia, nas letras de uma criança, a meteórica ascensão da equipe, que passou da Série D para a elite do futebol brasileiro em seis anos; "Não cansou de subir e agora está no céu", dizia; vídeo
Centenas de fãs vestidos com as cores verde e branco do clube se reuniram no estádio desde a manhã de terça-feira, e permaneceram grandes grupos nas arquibancadas até o final da tarde; Um cartaz resumia, nas letras de uma criança, a meteórica ascensão da equipe, que passou da Série D para a elite do futebol brasileiro em seis anos; "Não cansou de subir e agora está no céu", dizia; vídeo (Foto: Leonardo Attuch)

Por Brad Haynes

CHAPECÓ (Reuters) - A Chapecoense está planejando um velório coletivo em seu estádio, nesta semana, após a morte de jogadores e da comissão técnica do clube em um acidente de avião na Colômbia nesta terça-feira, que levou centenas de torcedores a fazer uma vigília na Arena Condá.

O avião fretado que transportava o time da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana em Medellín caiu na Colômbia devido a uma pane elétrica, matando ao menos 72 pessoas e deixando cinco feridos, entre eles três jogadores do clube.

"Nossa ideia é fazer um velório coletivo aqui no nosso querido estádio... porque todas as pessoas querem dar apoio, dar um abraço", disse o vice-presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo.

As escolas de Chapecó, cidade catarinense com cerca de 210 mil habitantes, tiveram as aulas suspensas por dois dias, e o prefeito Luciano Buligon cancelou as festas de Natal como parte de 30 dias de luto.

Centenas de fãs vestidos com as cores verde e branco do clube se reuniram no estádio desde a manhã de terça-feira, e permaneceram grandes grupos nas arquibancadas até o final da tarde.

Um lugar de homenagens improvisado do lado de fora do estádio estava repleto de camisas, flores e velas. Um cartaz resumia, nas letras de uma criança, a meteórica ascensão da equipe, que passou da Série D para a elite do futebol brasileiro em seis anos.

"Não cansou de subir e agora está no céu", dizia.

O presidente da Chapecoense, Gelson Dalla Costa, afirmou que os médicos do clube estão a caminho de Medellín para auxiliar no reconhecimento dos cerca de 60 corpos que foram resgatados até agora.

Os demais jogadores e parentes de vítimas devem viajar na quarta-feira para São Paulo, onde farão a identificação final dos corpos, segundo o vice-presidente Tozzo.

Dos cinco sobreviventes do acidente, Dalla Costa disse que o zagueiro Neto estava sendo submetido a cirurgia cerebral e o goleiro Jackson Follmann teve uma perna amputada. O terceiro jogador ferido é o lateral Alan Ruschel, que estava em condição estável, de acordo com a doutora Ana Maria González, diretora de uma clínica que os atendia.

"Em uma acidente dessa grandeza, nas primeiras 48 horas notícias podem acontecer", acrescentou o presidente, sobre a saúde dos sobreviventes.

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