FBC afina cada vez mais seu discurso com o de Campos

Diante das reivindicações referentes à paternidade de obras no estado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), cotado para disputar o governo estadual, disse que "eles (o povo) não ficam questionando de quem é a obra, mas se o empreendimento está sendo executado; e criticou a concentração de verba na União; FBC mostrou o quanto o seu discurso está alinhado com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato ao Palácio do Planalto; dentro da cúpula socialista, o ex-ministro larga na frente    

Diante das reivindicações referentes à paternidade de obras no estado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), cotado para disputar o governo estadual, disse que "eles (o povo) não ficam questionando de quem é a obra, mas se o empreendimento está sendo executado; e criticou a concentração de verba na União; FBC mostrou o quanto o seu discurso está alinhado com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato ao Palácio do Planalto; dentro da cúpula socialista, o ex-ministro larga na frente
 
 
Diante das reivindicações referentes à paternidade de obras no estado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), cotado para disputar o governo estadual, disse que "eles (o povo) não ficam questionando de quem é a obra, mas se o empreendimento está sendo executado; e criticou a concentração de verba na União; FBC mostrou o quanto o seu discurso está alinhado com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato ao Palácio do Planalto; dentro da cúpula socialista, o ex-ministro larga na frente     (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 - Cotado para disputar a eleição estadual no próximo ano, o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) mostrou, mais uma vez, o quanto o seu discurso está alinhado com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato ao Palácio do Planalto. Diante das reivindicações referentes à paternidade de obras no estado, FCB disse que este debate não prospera.

"É um debate estéril, que quer tirar os créditos de um dos entes da federação", declarou o ex-ministro. As declarações foram concedidas ao jornal Folha de Pernambuco. "É uma coisa consolidada. Eles [o povo] não ficam questionando de quem é a obra, mas se o empreendimento está sendo executado", acrescentou FBC. 

Curiosamente, o gestor pernambucano apresentou um discurso na mesma linha do proferido por FBC. Na inauguração da plataforma P-62, no Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo de Suape, na semana passada, Campos disse que há os recursos são do povo, não tendo cabimento ficar discutindo paternidade de obra.

De acordo com o ex-ministro, apesar de o governo federal investir no estado, as obras são executadas pelos governos estadual e municipal. Como exemplo, o ex-ministro citou a Adutora do Nordeste, empreendimento 100% bancado pelo governo federal, mas que é executado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). 

Uma das principais marcas do discurso do governador Eduardo Campos é a revisão do Pacto Federativo, com o objetivo de descentralizar os recursos da União e, como consequência, dar mais autonomia aos estados e municípios de realizarem os investimentos. Por sua vez, FBC, mesmo não estando entre as prioridades de Campos para disputar o governo estadual, segundo os bastidores, mostrou estar cada vez mais afinado com o discurso do governador.

"Os recursos estão concentrados em Brasília. Todo mundo sabe que para fazer qualquer obra de maior dimensão tem que ter dinheiro federal. As pessoas já entendem que as grandes obras possuem necessariamente recursos da União", afirmou o ex-ministro.

A maneira como FBC vem comentando sobre temas que, de alguma forma, permeiam a eleição de 2014, tanto estadual como presidencial, mostra que, em Pernambuco, o ex-ministro será um dos principais cabos eleitorais da candidatura de Campos ao Palácio do Planalto. Ainda é uma incógnita se as aparições do ex-ministro têm relação direta com sua possível postulação ao Executivo pernambucano.

O ex-ministro evitou, entretanto, falar sobre a sucessão de Campos. Segundo FBC, o gestor quer mostrar o PSB como um "time unido" e disse que a legenda tem quadros com experiências e atributos para dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Campos.

"O pernambucano sabe que o que está aí foi fruto de muito trabalho e dedicação. A tendência é que o pernambucano queira preservar este esforço", disse. Além de FBC, estão no páreo o vice-governador João Lyra (PSB), o socialista e ex-petista Maurício Rands e os secretários Tadeu Alencar (Casa Civil) e Paulo Câmara (Fazenda).

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