FBC, um ministro assediado por todos os lados

Após surgirem rumores de que o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), poderia ingressar no PT, agora o destino do pessebista pode ser o PMDB; nNo entanto, o presidente estadual do partido, Dorany Sampaio, afirmou que esta possibilidade não passa de especulação. “Não há nada de concreto. Não sei nem se ele (FBC) quer (ir para o PMDB). Temos que esperar um sinal positivo para fazermos alguma manifestação"

FBC, um ministro assediado por todos os lados
FBC, um ministro assediado por todos os lados (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - A)

Leonardo Lucena_PE247 – Após surgirem rumores de que o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), poderia ingressar no PT, agora o destino do pessebista pode ser o PMDB. No entanto, o presidente estadual do partido, Dorany Sampaio, afirmou que esta possibilidade não passa de uma especulação. “Não há nada de concreto. Não sei nem se ele (FBC) quer (ir para o PMDB). Temos que esperar um sinal positivo para fazermos alguma manifestação”, declarou o peemedebista. A cúpula socialista também nega a possibilidade de que o ministro possa migrar para outra legenda.  

O ministro “sonha” disputar o Governo do Estado, mas a sua postulação é remota dentro do PSB. Integrar o PMDB ou o PT seria, então, uma forma de abrir as portas para se candidatar a governador, porém, no caso da legenda peemedebista, o FBC pode ter no páreo o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), que teria o apoio do Partido dos Trabalhadores.

O ministro tem como principal objetivo disputar o Governo de Pernambuco, mas, aparentemente, não tem o apoio do gestor pernambucano, que preteriu FBC de disputar o Senado em 2010 – quando apoiou os atuais senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB). Além disso, FBC, que foi um dos principais nomes a defender a candidatura de Campos ao governo estadual em 2006, transferiu o seu título eleitoral de Petrolina, no Sertão do Estado, para o Recife, carregando a esperança de que poderia vir a ser o indicado de Campos para disputar as eleições municipais na Capital. Mas o plano não deu certo quando o escolhido foi o atual prefeito Geraldo Julio.

Diante das críticas de Campos à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), FBC ficou em uma “saia-justa”, por ser do mesmo partido que o governador pernambucano, integrar o primeiro escalão do Governo Federal e pelo fato do partido permanecer na base aliada, apesar dos seus planos nacionais. Em meio a este cenário, circularam as especulações de que o ministro poderia ingressar no PT, até porque seria mais provável que tivesse o apoio da legenda para disputar o Governo Estadual. Mas o próprio socialista negou tal possibilidade.

Se for mesmo para o PMDB, FBC, que sonha com o Palácio do Campo das Princesas, pode vir a disputar sua indicação com o atual prefeito de Petrolina, o peemedebista Júlio Lóssio, que derrotou o ministro em duas eleições municipais consecutivas naquele município. Com a temperatura do caldeirão político subindo a cada dia, já surgiram rumores de que o gestor municipal teria o apoio do PT para disputar o Governo do Estado caso o Partido dos Trabalhadores, que atualmente se encontra rachado em Pernambuco, não lance candidatura própria. E, curiosamente, o senador Humberto Costa (PT), tem se mostrado aberto ao diálogo sobre o projeto de Lóssio.

Apesar da movimentação nos bastidores, o lançamento do prefeito de Petrolina como candidato ao Executivo estadual no próximo ano ainda não é tida como certa. Porém, esta possibilidade está em pauta. Isso porque, a pedido do presidente nacional da sigla, senador Valdir Roupp (RO), representantes dos diretórios regionais peemedebistas terão um encontro com a Executiva Nacional na próxima terça-feira (10). Está em pauta a eleição 2014. De acordo com a assessoria de Imprensa do parlamentar, o partido discute a possibilidade de lançar candidaturas próprias para governador em 20 estados.

Enquanto Eduardo Campos critica a antecipação do debate eleitoral e Dilma foca na agenda administrativa, para o PMDB as eleições 2014 já começaram e lançar 20 candidatos a governador no próximo ano será uma forma de ganhar musculatura visando o pleito presidencial em 2018. Inclusive, o próprio Valdir Roupp e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência e atual ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, já defenderam que o PMDB tenha candidatura própria daqui a cinco anos.

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