Federações aprovam contas e explicações da CBF

Comandada por José Maria Marin, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagou R$ 70 milhões pela nova sede, cujas salas estavam sendo negociadas com outros compradores por R$ 12 milhões; "Não há o que contestar nesse valor", defendeu Hélio Cury, presidente da federação do Paraná; pressionado por uma série de polêmicas, Marin pediu um "voto de confiança" os colegas

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247 - Reunidos em assembleia da Confederações Brasileira de Futebol (CBF) nesta terça-feira, os presidentes das federações regionais aprovaram as contas da entidade por uninanimidade e classificaram como normal o que seria um valor superfaturado pago por José Maria Marin pela futura sede da CBF, no Rio de Janeiro.

A CBF pagou R$ 70 milhões pela nova sede, composta por oito salas comerciais (num total de 6,6 mil metros quadrados) na Barra da Tijuca. Acontece que a mesma empreiteira negociou com outros intermediários cinco salas por um valor bem menor: R$ 12 milhões. "Não há o que contestar nesse valor, a diretoria da confederação examinou três avaliações de empresas renomadas do mercado imobiliário e concluiu que R$ 70 milhões representava o valor real de mercado", comentou Hélio Cury, presidente da federação do Paraná.

Todos os 27 presidentes de federações presentes à reunião concordaram com Marin, sem contestar o valor do prédio. Mesmo o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, conhecido por contestar valores e balanços apresentados pela entidade, concordou. "Não temos nada para falar. Os valores foram avaliados por grandes empresas do mercado. Eu sou comerciante; se compro um imóvel, vou vender por um valor mais caro na hora de repassar. Simples. Foi o que aconteceu", explicou Novelletto.

"Voto de confiança"

Pressionado por denúncias de envolvimento com a ditadura e suspeitas de corrupção, Marin aproveitou para pedir um "voto de confiança" aos cartolas. Na assembleia geral, ele pediu para que todos os presidentes de federação o mantenham no cargo e antecipou que em 2015 deixa a presidência da entidade máxima do futebol nacional.

Segundo o presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues, Marin citou a proximidade da Copa das Confederações e Copa do Mundo para pedir estabilidade, e garantiu que não há irregularidades em sua gestão.

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