Félix sugere que PDT entregue cargos ao governo

Presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Jr. disse em sua página no Facebook que abriu mão de viajar neste São João para "refletir" sobre política; ele demonstrou insatisfação de seu partido com o governo do Estado, e defendeu que a legenda entregue os cargos dos quais dispõe ao governador Rui Costa (PT); Félix Jr. pondera que a insatisfação não é com a pessoa do governador, mas com a gestão, e disse diretamente que o problema é a articulação com a Secretaria de Relações Institucionais, cujo titular é o deputado federal licenciado Josias Gomes (PT); "A insatisfação do PDT não é com o governador, é com o governo. Não tem nada a ver com distribuição de cargos, mas com a relação que temos hoje com o Palácio de Ondina. O problema é com a Serin", diz Félix

Felix Mendonça
Felix Mendonça (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Jr. disse em sua página no Facebook que abriu mão de viajar neste São João para "refletir" sobre política. Ele demonstrou insatisfação de seu partido com o governo do Estado, e defendeu que a legenda entregue os cargos dos quais dispõe ao governador Rui Costa (PT).

Félix Jr. ponderou que a insatisfação não é com a pessoa do governador, mas com a gestão, e disse diretamente que o problema é a articulação com a Secretaria de Relações Institucionais (Serin), cujo titular é o deputado federal licenciado Josias Gomes (PT).

"A insatisfação do PDT não é com o governador, é com o governo. Não tem nada a ver com distribuição de cargos, mas com a relação que temos hoje com o Palácio de Ondina. O problema é com a Serin", disse o deputado em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia. Ele afirmou também que a eventual entrega dos cargos não significará rompimento do PDT com Rui na Assembleia Legislativa da Bahia.

"Nada a ver com romper na Assembleia. Defendo que entreguemos os cargos, porque não conseguimos estabelecer uma relação institucional com o governo. A coisa está realmente inviável, impraticável". O deputado afirmou que o diretório estadual do PDT deve se reunir na próxima semana para decidir sobre a entrega dos cargos.

"Neste feriado, vou aproveitar o santo casamenteiro e tentar ver, junto com os deputados e amigos do PDT, qual melhor caminho para o partido aqui na Bahia. Teoricamente sou contra a divisão de qualquer governo com partidos para se ter uma 'base', mas esta é a forma que existe hoje em dia. Por minha vontade, o PDT aqui na Bahia ficaria totalmente independente, sem cargo algum ou secretaria ou empresa, pois não é isto que transforma um partido em base ou não. Sermos aliados a uma proposição de governo se dará pelos programas de governo, pela correção das pessoas que tratamos, pela seriedade, trabalho e principalmente pela vontade de querer ver um Brasil melhor, com um futuro para as novas gerações, com a educação em massa e de qualidade como o principal pilar de consolidação do avanço brasileiro", disse Félix.

O presidente do PDT já fala até na possibilidade de o partido romper com Rui Costa e lançar um candidato a governador e m 2018.

"Não existindo isto deveremos lançar um candidato ao governo, mesmo sabendo que não é fácil. Mas quem disse que temos de ter um candidato para ganhar? Um candidato deve apresentar as melhores proposições em educação, em geração de empregos e riqueza. Investimentos maciços na agricultura, a lavoura cacaueira não pode continuar abandonada, a agricultura gera riqueza e mantém as pessoas com qualidade de vida melhor. Um candidato deve ter tolerância zero com a violência e se indignar com cada uma das mortes ou mesmo tentativas delas da mesma forma que deve se indignar com a corrupção ou tentativas delas. São tamanhos os pré-requisitos de um candidato que não continuarei escrevendo aqui", afirmou o líder pedetista.

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