FHC contraria Aécio e defende a reeleição

Principal incentivador da campanha do senador mineiro à presidência da República em 2014 não concorda com a proposta de Aécio Neves de acabar com a reeleição e aprovar o mandato de cinco anos; "[Esta] não é a minha opinião, acho que é cedo para julgar", disse o ex-presidente, em cujo governo se aprovou a emenda da reeleição, em 1997; "Quatro anos é muito pouco tempo para você fazer alguma coisa de mais duradouro. Na média é melhor ter quatro mais quatro", avalia o cacique tucano

FHC contraria Aécio e defende a reeleição
FHC contraria Aécio e defende a reeleição

Minas 247 – O ex-presidente em cujo governo foi aprovada a emenda da reeleição presidencial, em 1997, se mostra contra a voltar o que era. Fernando Henrique Cardoso, principal incentivador da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência em 2014, contraria o correligionário ao bater de frente com sua proposta, que prevê o fim da reeleição e a aprovação do mandato de cinco anos. Em entrevista ao jornalista Cristian Klein, do Valor Econômico, o tucano disse ainda ser "cedo para julgar".

"Não é a minha opinião, acho que é cedo para julgar, há exemplos no mundo todo que havendo uma interrupção, aos quatro anos, é razoável. Na prática é isso, é uma confirmação, um recall, que você poderia discutir se seria melhor a cada três ou quatro anos. Mas ele teve sempre essa opinião. O Serra também", afirmou o ex-presidente, se referindo ao pré-candidato tucano e ao ex-governador de São Paulo José Serra, também do PSDB.

FHC considera quatro anos "muito pouco tempo" para se fazer algo de mais duradouro, enquanto seis anos pode ser prejudicial caso a pessoa à frente do Executivo não esteja fazendo o que a população quer. Por isso, em sua avaliação, o ideal seria a reeleição no formato como é hoje. "Quatro anos é muito pouco tempo para você fazer alguma coisa de mais duradouro. Seis anos é razoável, mas pode ser que seja errado para uma pessoa que não esteja fazendo o que o país quer. Na média é melhor ter quatro mais quatro".

Numa crítica mais dura, afirmou não ver motivos para que Aécio discuta isso neste momento. "Nos Estados Unidos funcionou, e mesmo no Brasil se mostrou ter certa eficiência. Portanto, eu manteria minha posição. Mas isso não é uma questão da ordem política e conjuntural. Não vejo razão para ele [Aécio] estar discutindo isso agora". Na mesma entrevista, Fernando Henrique defende a proposta de um outro tucano – a redução da maioridade penal, apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Todo crime agora que aparece quem deu o tiro foi um menor de idade", argumenta.

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