Fifa autoriza que atletas usem véus e turbantes em jogos

Autorização foi dada neste sábado 1º pelo International Board, organismo que gere as leis do jogo, após 20 meses de testes; o véu ou o turbante, porém, não poderão ser os de uso diário: deverão ter a mesma cor da camisa, não trazer perigo para quem o utiliza nem ter pontas soltas

The Iranian women's national soccer team walk to the pitch before withdrawing from their qualifying match against Jordan for the 2012 London Olympic Games in Amman June 3, 2011. The Iranian team were banned from the match on Friday in the second round of
The Iranian women's national soccer team walk to the pitch before withdrawing from their qualifying match against Jordan for the 2012 London Olympic Games in Amman June 3, 2011. The Iranian team were banned from the match on Friday in the second round of (Foto: Gisele Federicce)
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Da Agência Brasil

A utilização de véus que cubram a cabeça ou de turbantes no futebol foi aprovada neste sábado 1º oficialmente pelo International Board, organismo que gere as leis do jogo, após 20 meses de testes.

"Foi decidido que as jogadoras poderão ter a cabeça coberta para jogar", informou em conferência de imprensa o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, no âmbito da reunião do International Football Associaton Board (Ifab), em Zurique, na Suíça.

Além de permitir às mulheres muçulmanas a utilização de véus, esta medida foi alargada aos homens, em resposta a um requerimento da comunidade sikh canadense. Em breve, será enviada circular a todas as federações para explicar detalhadamente a forma de aplicação dessa decisão.

O véu ou o turbante não poderão ser os de uso diário. Deverão ter a mesma cor da camisa, não trazer perigo para quem o utiliza nem ter pontas soltas.

A Fifa proibia a utilização do véu, alegando o risco de lesões no pescoço e na cabeça, mas em 2012 o Ifab decidiu testar o seu uso durante quase dois anos, na sequência de um pedido da Confederação Asiática de Futebol.

Após a experiência, o Board considerou não haver razões válidas para proibir a prática, desde que todas a regras de segurança sejam respeitadas. "É uma autorização global", disse Valcke, reconhecendo que o fato de a Jordânia, um reino árabe, ser a anfitriã do Mundial Feminino de Futebol Sub-17, em 2016, teve um papel importante na decisão.

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