Filha de empresário morto diz à polícia que Amastha teria agido por “cartel”; prefeito nega

Empresária Talyanna Barreira Leobas de França Antunes, filha do empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, o Wencin, assassinado a tiros, afirmou à Polícia ter sido informada por funcionários da Prefeitura de Palmas que o empresário acusado de ser o mandante do crime, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, era sócio do prefeito Carlos Amastha (PSB); segundo ela, Duda e Amastha não tinham interesse que Wencin abrisse posto de gasolina na Capital com o objetivo de praticar preços abaixo do que estabeleceria um suposto cartel do setor; veja trechos de conversas entre o ex-vereador Ivory de Lira e o empresário, “mostrando claramente que é um particular e amigo do prefeito de Palmas”, segundo relatório da Polícia; em nota, prefeito nega qualquer envolvimento

Empresária Talyanna Barreira Leobas de França Antunes, filha do empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, o Wencin, assassinado a tiros, afirmou à Polícia ter sido informada por funcionários da Prefeitura de Palmas que o empresário acusado de ser o mandante do crime, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, era sócio do prefeito Carlos Amastha (PSB); segundo ela, Duda e Amastha não tinham interesse que Wencin abrisse posto de gasolina na Capital com o objetivo de praticar preços abaixo do que estabeleceria um suposto cartel do setor; veja trechos de conversas entre o ex-vereador Ivory de Lira e o empresário, “mostrando claramente que é um particular e amigo do prefeito de Palmas”, segundo relatório da Polícia; em nota, prefeito nega qualquer envolvimento
Empresária Talyanna Barreira Leobas de França Antunes, filha do empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, o Wencin, assassinado a tiros, afirmou à Polícia ter sido informada por funcionários da Prefeitura de Palmas que o empresário acusado de ser o mandante do crime, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, era sócio do prefeito Carlos Amastha (PSB); segundo ela, Duda e Amastha não tinham interesse que Wencin abrisse posto de gasolina na Capital com o objetivo de praticar preços abaixo do que estabeleceria um suposto cartel do setor; veja trechos de conversas entre o ex-vereador Ivory de Lira e o empresário, “mostrando claramente que é um particular e amigo do prefeito de Palmas”, segundo relatório da Polícia; em nota, prefeito nega qualquer envolvimento (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 - A empresária Talyanna Barreira Leobas de França Antunes, filha do empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, o Wencin, assassinado a tiros no dia 28 de janeiro, afirmou à Polícia ter sido informada por funcionários da Prefeitura de Palmas que o empresário acusado de ser o mandante do crime, Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, era sócio do prefeito Carlos Amastha (PSB).

Segundo reportagem do Portal CT, Talyanna afirmou que Duda e Amastha não tinham interesse que Wencin abrisse posto de gasolina na Capital com o objetivo de praticar preços abaixo do que estabeleceria um suposto cartel do setor.

O posto de Wencin foi construído na TO-050, na proximidade da ponte que liga Palmas a Taquaralto. Conforme a filha do empresário assassinado, Duda teria tentado de todas as formas atrapalhar o empreendimento de seu pai. "Chegando ao ponto de assinar de próprio punho a solicitação de embargo da obra, fazia “loby” com a prefeitura para que não fosse expedido o Alvará de Anuência”, afirma o inquérito, assinado pelo delegado Hudson Guimarães Leite, no dia 18 de maio.

Talyanna informou que teria sido procurada por funcionários da Prefeitura de Palmas, que, segundo ela, falavam “em nome da prefeitura e do presidente do Sindiposto [Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, presidido por Duda], dizendo que somente iriam receber o Alvará de Anuência se o pai da declarante tivesse a intenção de fazer alinhamento de preço, da mesma forma que todos os filiados ao Sindiposto”.

Foi aí que, de acordo com ela, os supostos funcionários da Prefeitura de Palmas teriam dito que "o prefeito era sócio-amigo do Eduardo, vulgo Duda” e ainda que "não valia a pena" ela recorrer ao Judiciário "porque o prefeito Amastha era amigo dos desembargadores”.

Diálogo

Para demonstrar a suposta relação próxima entre Eduardo e Amastha, o relatório da Policia transcreve conversa do empresário com o ex-vereador de Palmas Ivory de Lira, “mostrando claramente que é um particular e amigo do prefeito de Palmas”. Os dois conversam sobre a decisão do prefeito de revogar a lei que fixa uma distância de 1,5 km entre os postos de combustíveis da Capital. Confira a íntegra:

IVORY: COMPANHEIRO, DUDA!
EDUARDO: Fala, IVORY! [...]
[...] IVORY: Ontem eu tive uma REUNIÃO com os VEREADORES aí.. Pra tratar de assuntos
POLITICOS, sabe?!
EDUARDO: Hum!
IVORY: E aí, lá saiu a conversa.. O PREFEITO tá REVOGANDO a LEI da.. Que regulamenta
a distância dos MIL E QUINHENTOS.. Olha isso aí, tá?!
EDUARDO: Eh! Ele.. Me co.. Me chamou pra falar sobre isso..
IVORY: Ah! Já te falou, né?! [...]
[...] EDUARDO: Mas assim.. Eh! Num era pra tomar uma atitude ainda, não! Eu.. Eu vou.. Ele
falou..
IVORY: Ele.. Ele já tratou desse assunto com.. Semana passada.. Que isso?! Existe alguma
coisa?! Deixa isso queto, porra! Pra que ele tomar essa decisão?! [...]
[...] EDUARDO: Eh! Isso é questionável.. Se alguém questionar.. É uma coisa.. Ninguém
questionou.. Por que que ele á querendo mexer com isso?!
IVORY: Mas pra que?! Que interesse ele que tem de fazer isso, pô?! [...]
[...] EDUARDO: Quem.. Quem que.. Que que é.. Quem que foi o VEREADOR que falou com ocê?!
IVORY: MILTON..
EDUARDO: Mas fala pra ele..
IVORY: Tá..
EDUARDO: Se qualquer coisa for botado em PAUTA lá.. Antes de botar é pra me avisar… Entendeu?!
IVORY: Tá..
EDUARDO: Que aí eu vou cair de cima do PREFEITO.. [...]
[...] IVORY: Só que ele tá brigado com o.. Com o PREFEITO.. [...]
[...] EDUARDO: Não pra.. Pra ele.. Só pra me falar.. É só pra me avisar..
IVORY: Se chegar lá.. Certo..
EDUARDO: Se chegar alguma.. Algum.. Algum pedido do PREFEITO sobre esse questão..
IVORY: Combinado! Combinado! [...] 


O outro lado

Em nota, a Secretaria de Comunicação de Palmas (Secom) afirmou que a prefeitura sempre incentivou a livre concorrência e que enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 5 de 17 de março de 2016, com o objetivo de revogar restrições legais impostas pela gestão passada que impediam a abertura de novos postos de combustíveis na cidade de Palmas, exatamente com o propósito de aumentar a competitividade e o fomento à livre atividade econômica.

A secretaria afirma por fim que "qualquer pessoa que anuncie qualquer vantagem ou avaliação política sobre os fatos, está dotada de má-fé e desconhece os cuidados técnicos que esta Gestão sempre impõe às questões urbanísticas”.

 Confira a seguir a íntegra da nota:

"NOTA

Assunto: Postos de Combustíveis

Data: 20/06/16

A Prefeitura de Palmas sempre incentivou a livre concorrência e esclarece que enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 5 de 17 de março de 2016, para revogar restrições legais impostas pela gestão passada que impediam a abertura de novos postos de combustíveis na cidade de Palmas, exatamente com o propósito de aumentar a competitividade e o fomento à livre atividade econômica.

No que se refere aos projetos de postos de abastecimento apresentados, tanto pelo Senhor Venceslau quanto pelo senhor Eduardo Batista, esclarecemos que ambos não foram aprovados, visto que no primeiro caso (Venceslau) o empreendimento está localizado na área de influência do Município objeto de discussão do plano diretor e, no segundo caso (Eduardo Bastista) o mesmo encontra-se em Unidade de Proteção Ambiental e padecia de estudo técnico e mudança de uso de solo.

Apesar do senhor Venceslau ter buscado o caminho político para a implementar o seu projeto à época, a resposta da Prefeitura sempre foi favorável, porém embasada em posicionamento do IPUP (Instituto de Planejamento de Palmas) condicionou-se a liberação até que houvesse a discussão da Zona de Influência no Plano Diretor, fato este de conhecimento do próprio senhor Venveslau e de sua filha que o representava.

Portanto, qualquer pessoa que anuncie qualquer vantagem ou avaliação política sobre os fatos, está dotada de má-fé e desconhece os cuidados técnicos que esta Gestão sempre impõe às questões urbanísticas."

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