Florence: distritão é o fim da democracia

Líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado baiano Afonso Florence (PT) afirma que o chamado voto em distritão é bem visto por parlamentares que votaram pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer, pois, avalia o petista, esses terão dificuldade diante do eleitor para se reeleger em 2018; "É a solução que a maioria daqueles que estão com Temer acharam para se salvar. Os eleitos agora serão escolhidos de forma casuística. É o fim da democracia", avalia Florence

Afonso Florence
Afonso Florence (Foto: Romulo Faro)

Romulo Faro/Bahia 247 - Líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado baiano Afonso Florence (PT) afirma que o chamado voto em distritão é bem visto por parlamentares que votaram pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer, pois, avalia o petista, esses terão dificuldade diante do eleitor para se reeleger em 2018.

"É a solução que a maioria daqueles que estão com Temer acharam para se salvar. Os eleitos agora serão escolhidos de forma casuística. Quando Eduardo Cunha fez essa proposta pela primeira vez, eles não quiseram, acharam ruim. É o fim da democracia", avalia Florence.

Apesar da posição contrária, o líder da minoria reconhece a probabilidade de a medida ser aprovada também no plenário da Câmara dos Deputados, seguindo o texto aprovado pela comissão especial que redige o texto da reforma política na Casa, que é presidida pelo também baiano Lúcio Vieira Lima, do PMDB.

"Vou trabalhar contra, mas a maioria dos governistas vai trabalhar por isso. A probabilidade é grande de eles aprovarem isso". O petista ainda criticou o modelo proposto para o fundo público eleitoral.

"O partido vai dar dinheiro para campanha de quem ainda não é deputado? Eles estão aprovando um fundo para causa própria. Um fundo que é público, mas que será destinado a candidaturas individuais".

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