"Foi uma fatalidade o que aconteceu aqui", diz prefeito

Cezar Schirmer, prefeito de Santa Maria, negou que esteja havendo um jogo de empurra sobre as responsabilidades na fiscalização da Boate Kiss e afirmou que a prefeitura vistoriou a casa na data prevista, mas encontrou a documentação em dia; "Estamos todos traumatizados", declarou

"Foi uma fatalidade o que aconteceu aqui", diz prefeito
"Foi uma fatalidade o que aconteceu aqui", diz prefeito (Foto: Adriano Vizoni)
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Mariana Jungmann
Enviada Especial da Agência Brasil

Santa Maria (RS) - O prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, negou nesta quarta-feira 30 que esteja havendo um jogo de empurra sobre as responsabilidades na fiscalização da Boate Kiss, onde um incêndio matou 235 pessoas.

Schirmer voltou a dizer que a prefeitura vistoriou a boate na data prevista, em abril do ano passado, e encontrou a documentação em dia. Segundo ele, na época, os fiscais observaram que o alvará sobre prevenção de incêndios só venceria em agosto de 2012 e, por isso, não tinham motivos para fechar o estabelecimento.

"As famílias não merecem esse jogo de empurra, merecem uma avaliação séria e técnica. Foi uma fatalidade o que aconteceu aqui. Estamos todos traumatizados" , disse o prefeito.

Apesar disso, ele disse que repassa verba mensalmente ao Corpo de Bombeiros para, entre outras ações, atuarem na prevenção de incêndios. No ano passado, segundo ele, foram repassados mais de R$ 700 mil. "Não é meu papel dizer que o culpado é esse ou aquele. Meu papel é dizer como é a legislação", destacou.

Schirmer acrescentou ainda que a Boate Kiss estava classificada como de risco médio, no que se refere à prevenção de incêndios. Por isso, segundo ele, a fiscalização dos bombeiros era anual. Apesar de o alvará de prevenção e combate a incêndios estar vencido, Schirmer disse que a legislação não prevê o fechamento da boate, enquanto a documentação estiver sendo regularizada.

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Edição: Talita Cavalcante

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