Fontana: Partidos perderam medo da vantagem que lista fechada daria ao PT

Deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) disse que a crise pela qual passa o PT fez com adversários perdessem o medo da legenda e passassem a apoiar a ideia de incluir a lista fechada no projeto da reforma política; "Muitos deputados criticavam o sistema de lista fechada pois sabiam que, já na arrancada, 20% a 25% do Parlamento ficaria nas mãos do PT", disse; "Os partidos migraram para uma posição mais simpática à lista fechada porque eles perderam o medo da vantagem que um partido como o nosso teria", completou; ele também fez um alerta caso os parlamentares tentem criar medidas de autoproteção; "Tomara que o Parlamento brasileiro não provoque tanto a opinião pública a ponto de acontecer o que ocorreu recentemente no Paraguai", alertou

Fontana: Partidos perderam medo da vantagem que lista fechada daria ao PT
Fontana: Partidos perderam medo da vantagem que lista fechada daria ao PT (Foto: Fabio Pozzebom/Agencia Brasil)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) disse que a crise pela qual passa o PT fez com os partidos do campo conservador perdessem o medo da legenda e passassem a apoiar a ideia de incluir a lista fechada na reforma política que tramita no Congresso Nacional. "Muitos deputados criticavam o sistema de lista fechada pois sabiam que, já na arrancada, 20% a 25% do Parlamento ficaria nas mãos do PT", disse Fontana em entrevista à Carta Capital. Agora, segundo ele, "os partidos migraram para uma posição mais simpática à lista fechada porque eles perderam o medo da vantagem que um partido como o nosso teria", completou.

Fontana, que foi relator da reforma política na legislatura passada, disse que "o atual Parlamento tem um déficit de legitimidade muito grande" e que "este Congresso não tem respaldo para fazer uma reforma política estrutural e profunda como o País precisa". O parlamentar defende a criação de uma Constituinte exclusiva para realizar a reforma.

Para Fontana, a reforma política não pode ser utilizada para proteger os atuais parlamentares. "Se houver sinal ou indício de que o sistema eleitoral está sendo reformado para proteger os atuais deputados, uma comoção negativa será gerada no País. Tomara que o Parlamento brasileiro não provoque tanto a opinião pública a ponto de acontecer o que ocorreu recentemente no Paraguai", avalia.

Veja a íntegra da entrevista.

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