Fortunati anuncia reajuste para municipários

Após anunciar que as negociações com os municipários estavam zeradas em decorrência da rejeição das novas propostas de reajuste salarial horas antes, o prefeito José Fortunati (PDT) afirmou posteriormente que decidiu pagar, já a partir do próximo mês, o índice da inflação parcelado em quatro vezes entre maio (retroativo) e janeiro de 2017; com isso, ele efetivamente encerra as negociações com os municipários, que estão em greve desde o dia 14; Fortunati também anunciou que o servidores que mantiverem a paralisação terão o ponto cortado

Após anunciar que as negociações com os municipários estavam zeradas em decorrência da rejeição das novas propostas de reajuste salarial horas antes, o prefeito José Fortunati (PDT) afirmou posteriormente que decidiu pagar, já a partir do próximo mês, o índice da inflação parcelado em quatro vezes entre maio (retroativo) e janeiro de 2017; com isso, ele efetivamente encerra as negociações com os municipários, que estão em greve desde o dia 14; Fortunati também anunciou que o servidores que mantiverem a paralisação terão o ponto cortado
Após anunciar que as negociações com os municipários estavam zeradas em decorrência da rejeição das novas propostas de reajuste salarial horas antes, o prefeito José Fortunati (PDT) afirmou posteriormente que decidiu pagar, já a partir do próximo mês, o índice da inflação parcelado em quatro vezes entre maio (retroativo) e janeiro de 2017; com isso, ele efetivamente encerra as negociações com os municipários, que estão em greve desde o dia 14; Fortunati também anunciou que o servidores que mantiverem a paralisação terão o ponto cortado (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Após anunciar na última quinta-feira (23) que as negociações com os municipários estavam zeradas em decorrência da rejeição das novas propostas de reajuste salarial horas antes, o prefeito José Fortunati (PDT) afirmou nesta segunda-feira (27) que decidiu pagar, já a partir do próximo mês, o índice da inflação parcelado em quatro vezes entre maio (retroativo) e janeiro de 2017. Com isso, ele efetivamente encerra as negociações com os municipários, que estão em greve desde o dia 14. Fortunati também anunciou que o servidores que mantiverem a paralisação terão o ponto cortado.

Em coletiva concedida na sede do Centro Integrado de Comando (CEIC) da Capital, Fortunati relatou que, após anunciar que as conversas com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) estavam zeradas, muitos servidores municipais que não aderiram à paralisação reivindicaram que a Prefeitura mantivesse as propostas para que pudessem “continuar trabalhando com tranquilidade”. “Teve um forte impacto a notícia de que nós não pagaríamos as progressões, porque isso no dia a dia dos servidores é muito forte”, relatou o prefeito.

Na semana passada, após os municipários ocuparem o plenário da Câmara de Vereadores, a Prefeitura ofereceu aos servidores três calendários diferentes para recompor o índice de inflação de 9,28% (IPCA). As propostas foram levadas pelo Simpa à assembleia da categoria na última quinta, mas foram barradas e os servidores decidiram manter a mobilização, que consideraram que todas elas significavam perdas salariais, especialmente pelas parcelas não serem retroativas ao mês de maio, como a categoria exigia.

Fortunati disse que, apesar da manutenção da greve, a “imensa maioria” dos servidores considerou o cenário número 3 – 1,2% retroativo a maio, 2% em outubro, 4,2% em dezembro e 1,6% em janeiro de 2017 – como a melhor proposta e por isso a Prefeitura decidiu conceder avalizá-la. “Vamos pagar as progressões de forma regular a partir do próximo mês, o vale refeição que havia sido negociado, de R$ 20,22, e estamos, porque ouvimos os servidores e o próprio Simpa havia se manifestado, apresentando a reposição de acordo com o cenário 3, que foi o cenário unânime entre os servidores como o mais adequado”, disse o prefeito.

O prefeito afirmou que essa proposta representa o “limite” que a Prefeitura pode chegar de forma responsável. Segundo ele, de janeiro a maio deste ano, a arrecadação de tributos municipais caiu em R$ 121 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. “Frente a esta situação, não temos nem como pensar abrir qualquer possibilidade de avanço naquilo que já propusemos”, disse. “Eu que estou nos meus últimos seis meses, não vou copiar governadores e prefeitos que antes do final do mandato simplesmente concediam aumentos que acabavam impactando nas finanças públicas do próximo governo”.

Em relação aos servidores que permanecem em greve, ele afirmou que eles receberam o reajuste como os demais, mas salientou que a Prefeitura continuará descontando os dias parados. “Não podemos tolerar que serviços públicos estejam sido afetados, especialmente na assistência social”.

Protesto da Educação na Smed

Também nesta segunda-feira, servidores da educação municipal bloquearam a entrada da Secretaria Municipal de Educação (SMED), localizada na Rua dos Andradas quase na esquina com a Rua General Bento Martins, para realizar uma “aula em turno integral” na frente da entidade. Desde às 8h e até o final da tarde, eles realizam atividades como rodas de conversa, aula de música, aula de educação física, recital de poesias, entre outras.

“A gente resolveu fazer essa atividade para alavancar a discussão das nossas pautas específicas”, diz Silvana Moraes, diretora-geral da Associação dos Professores Municipais de Porto Alegre (ATEMPA). “A gente tem muitas pautas da educação que não andam e que a gente tem muitas dificuldades de negociar, em função do autoritarismo da secretaria [Cleci Maria Jurach]”.

Os professores municipais reclamam do fechamento de turmas, de reorganização curricular em que os professores não foram ouvidos, da falta de condições de trabalho com relação à inclusão de alunos com deficiência, de turmas que ainda permanecem sem professores e da necessidade de nomeação de docentes aprovados em concursos. “Está acontecendo o fechamento de turmas. As turmas estão ficando superlotadas. Isso é uma situação bastante séria para quem trabalha nas escolas”, diz Silvana.

A diretora da Atempa estima que, das 98 escolas do município, 35 estejam com paralisação de 90% a 100% dos servidores. Ela ainda estima que 60% da categoria tenha aderido à greve.

Na coletiva, o prefeito Fortunati preferiu não divulgar a estimativa da prefeitura sobre a adesão à greve.

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